As mulheres à frente do julgamento do ano

As mulheres comandam o tribunal que julga o caso Eloá. As três protagonistas dos debates são mulheres: a juíza Milena Dias; a promotora Daniela Hashimoto; e a advogada Ana Lúcia Assad. E outras mulheres compõem a corte. A advogada Ana Lúcia Assad levou para o tribunal duas assistentes - Camila e Laís - para auxiliá-la. O registro do júri é feito por três estenotipistas (digitadoras). E a chefia de segurança é ocupada por uma mulher.

CAMILLA HADDAD, O Estado de S.Paulo

14 de fevereiro de 2012 | 03h00

Enquanto exercem suas funções, elas revelam um pouco de suas personalidades. A promotora Daniela Hashimoto por várias vezes demonstrou preocupação com as testemunhas ouvidas ontem. "Se Deus quiser, será a última vez que vocês vão relembrar o caso", disse às testemunhas.

A juíza Milena Dias mostrou sensibilidade com Nayara. Já a advogada Ana Lúcia expressou gestos de carinho com seu cliente. Por ao menos três vezes, no início do julgamento, foi até a cadeira do réu, passando a mão em suas costas, como se quisesse tranquilizá-lo. Foi ela também que logo no começo fez questão de pedir à juíza Milena que as algemas fossem tiradas - apelo prontamente atendido.

Discussões. Durante os trabalhos, Ana Lúcia e Daniela discutiram, porque a promotora forneceu o número errado da página do processo onde estava uma declaração de Nayara. Por causa da confusão, a sessão foi interrompida. Quando foi a sua vez de interrogar Nayara, também se enganou ao fornecer o número da página, e foi questionada por Daniela.

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