''As galerias de arte de SP são internacionais''

Rodrigo Moura, mineiro, curador do Instituto Inhotim

NATALY COSTA, O Estado de S.Paulo

17 de outubro de 2010 | 01h00

O curador Rodrigo Moura "tentou" a capital durante dois anos, até descobrir que não nasceu para morar aqui. "Gosto de poder ter São Paulo a hora que eu quiser, usufruir das coisas que gosto e voltar para casa", conta ele, que vive em Belo Horizonte. Um dos curadores do centro de arte contemporânea Inhotim, em Brumadinho (MG), ele vem à metrópole semanalmente e é responsável pela exposição Primeira e Última, na Galeria Luísa Strina.

Arquitetura. "Os melhores prédios do Oscar Niemeyer estão aqui: pavilhão da Bienal, Museu de Arte Moderna, o Copan. O complexo urbanístico da cidade é muito louco e isso me fascina, para o bem e para o mal."

Arte. "O circuito da arte aqui é muito forte, sempre tem exposição interessante. E São Paulo tem esse aspecto de ter galerias internacionais, isso cria um fluxo interessante de pessoas."

Bairros. "Detesto o Itaim-Bibi e a Vila Olímpia, aquilo é feio, triste, cheio de seguranças. Os Jardins também viraram essa coisa sofisticada, extravagante, um luxo que não acho legal. Agora, quando saio do centro em direção à zona oeste, é como ir para o interior. As pessoas na Pompeia e na Vila Romana têm outra sociabilidade. Também adoro o Sumaré, onde eu morava."

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