Árvore que caiu em temporal leva 5 dias para ser retirada

Quaresmeira de 30 anos bloqueava desde sexta-feira entrada de casa de aposentada no Campo Belo, zona sul

TIAGO DANTAS, O Estado de S.Paulo

21 de fevereiro de 2013 | 02h04

Uma árvore bloqueou por cinco dias a entrada da garagem da casa da aposentada Myriam Gonçalves de Oliveira, de 77 anos, no Campo Belo, zona sul. Por dois dias, a família ficou sem energia elétrica e estava sem telefone até o fim da noite de ontem. A queda ainda danificou parte da calçada da Rua Itagyba Santiago.

A quaresmeira, plantada por Myriam há cerca de 30 anos, caiu com a chuva da tarde de sexta-feira. Derrubou os fios de eletricidade e telefone, ocupou quase metade da rua e fechou a garagem. E só foi retirada ontem à tarde por funcionários da Prefeitura.

"Cheguei em casa na sexta-feira à noite e vi essa árvore na porta da minha casa. Uma pena. Ela estava linda, cheia de flores. Estava no seu auge", disse Myriam. Ex-professora de Biologia, a aposentada pretende plantar um ipê no lugar da quaresmeira. Ela diz que fez a descupinização da planta por conta própria há quatro anos e lembra que a última poda foi feita há sete anos.

Também ontem de manhã, foi retirada uma árvore que bloqueava desde domingo o trânsito na Avenida Professor Rubens Gomes de Souza, na Vila Cordeiro, zona sul.

Motoristas estavam usando a pista da mão contrária por cerca de 150 metros. "Ainda bem que a rua é tranquila. Vai ver que foi por isso que demoraram para tirar", diz a personal trainer Ana Lúcia Pereira, de 29 anos.

Limpeza. Desde segunda-feira, pelo menos 106 árvores que caíram com as chuvas foram retiradas das ruas, segundo a Secretaria Municipal de Coordenação das Subprefeituras. Outras 44 ainda bloqueavam o trânsito ontem, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego.

A ordem da retirada das árvores leva em conta o dano que a queda delas causou. Um tronco que bloqueia o trânsito de uma avenida ou uma árvore que deixou um bairro sem luz tem prioridade.

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