Artesp adia cobrança por eixo suspenso de caminhoneiros em pedágios

Agência responsável por fiscalizar as concessões de rodovias no Estado afirma que implementação da tarifa extra depende da conclusão de 'medidas jurídicas e técnicas'

O Estado de S. Paulo

01 de julho de 2013 | 21h17

SÃO PAULO - Prevista para entrar em vigor nesta segunda-feira, 1, a cobrança do eixo suspenso dos caminhões nos pedágios paulistas foi adiada por tempo indeterminado, segundo a Artesp, agência responsável por fiscalizar as concessões de rodovias no Estado de São Paulo. A medida, anunciada na semana passada para viabilizar a suspensão do reajuste do pedágio, descontentou caminhoneiros, que bloqueiam diversas estradas desde no começo da manhã. As vias começaram a ser liberdas durante a noite.

A Artesp informou em nota que a cobrança não foi implantada nesta segunda-feira porque "ainda depende da conclusão de medidas jurídicas e técnicas para ser efetivada". A agência informou que não há previsão para a conclusão dessas medidas.

No comunicado, a Artesp afirma que houve várias conversas com sindicatos a respeito da cobrança, que estaria sendo refutada por uma minoria. "Há casos de reclamação, mas não representam a opinião da categoria", diz o texto. "A paralisação ocorrida hoje não é apoiada pelo Sindicato das Empresas de Transportes de Carga de São Paulo e Região (Setcesp) e nem pela União Nacional dos Caminhoneiros (Unicam). A única entidade que contesta a medida é a Movimento União Brasil Caminhoneiro (MUBC)."

O MUBC foi procurado durante a tarde e seu presidente, Nélio Botelho, informou que estava viajando e não poderia comentar as declarações da Artesp. A Central Única dos Trabalhadores (CUT), o Setcesp e a Unicam se posicionaram contra os protestos por meio de notas.

A Artesp destaca ainda que a cobrança já é feita nos pedágios das rodovias federais. "A adoção da medida beneficiará toda a população ao integrar o pacote de ações para zerar o reajuste. É importante destacar que o uso do eixo suspenso provoca efeitos na frenagem e estabilidade do caminhão, afeta a estabilidade do veículo, tornando-o mais suscetível ao tombamento, reduz sua capacidade de frenagem e leva à insegurança."

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