Felipe Resk/Estadão
Felipe Resk/Estadão

Arrastão na Vila Olímpia deixa uma pessoa baleada

Assaltante foi preso e um pedestre, baleado; população fala em série de crimes de motoqueiros

Ana Paula Niederauer e Felipe Resk, O Estado de S.Paulo

23 Maio 2018 | 15h29
Atualizado 23 Maio 2018 | 22h37

SÃO PAULO - Um arrastão terminou em tiroteio entre criminosos e policiais, com um pedestre baleado e um suspeito preso na noite desta terça-feira, 22, na Vila Olímpia, na zona sul de São Paulo. Três assaltantes fugiram. Comerciantes da região relatam que a área tem sido alvo de assaltos frequentes nos últimos meses por ladrões em motocicletas.

Principal alvo dos bandidos, a Rua do Rocio foi palco da última série de roubos que teve ao menos oito vítimas, todas pedestres que estavam na via, segundo a Polícia Militar. Eram por volta das 22 horas – horário em que bares e padarias das proximidades estavam abertos.

Quatro suspeitos em duas motocicletas teriam abordado as pessoas e levado seus pertences em diferentes pontos da via – que é bem arborizada, estreita e tem saída em três direções diferentes, o que facilita a fuga dos criminosos. Em meio ao arrastão, o bando foi surpreendido pela Polícia Militar.

A PM afirma que os suspeitos desobedeceram ordem de parada e atiraram contra os agentes. Houve revide. “Foi tiro para tudo quanto é lado. Eu contei sete”, disse um garçom que se jogou no chão durante o confronto. Outros funcionários correram para o banheiro.

Um pedestre de 36 anos, que passava pelo local, foi baleado na perna. Ele foi levado ao Hospital Albert Einstein, também na zona sul. Segundo testemunhas, havia carros passando na rua. Para se proteger, os motoristas manobraram e seguiram pela contramão. 

Na tentativa de fuga, uma das duplas de assaltantes tentou fazer uma curva, mas a moto tombou. Um dos suspeitos fugiu a pé. O outro, identificado como Victor Tadeu Resende de Souza, de 19 anos, fraturou a perna e foi preso em flagrante. Ele recebeu atendimento e foi levado para o Hospital das Clínicas, sob custódia da polícia.

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O veículo foi apreendido pelos agentes. Com o suspeito detido, foram encontrados, ainda, dois revólveres e alguns dos objetos roubados das vítimas, segundo a polícia. Agora, investigadores tentam localizar os demais. No caminho, a outra dupla chegou a abandonar a moto e roubou outra para dar fuga. "As investigações seguem pelo 14º DP (Pinheiros) com objetivo de localizar os outros autores", informou, em nota, a Secretaria da Segurança Pública.  

Frequente. “Foi muita gritaria, as pessoas começaram a correr”, disse um funcionário de uma padaria. “Na mesma hora eu pensei: ‘É assalto’. De dois meses para cá, a região está muito perigosa”, conta. Na semana passada, emprestou o telefone para uma pedestre chamar a polícia após ser assaltada, segundo relata.

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Frequentadores da Rua do Rocio dizem que roubos assim têm crescido na região – os ladrões estão sempre armados e de moto. Os ataques duram de 10 a 15 segundos. “Estou fechando o comércio às 20 horas por causa da insegurança”, afirmou um empresário da região.

De janeiro a março, o 15.º DP registrou aumento de 21% de furtos e de 8,4% de roubos. Foram 2 mil e 411 casos registrados neste ano, respectivamente, ante 1.653 e 379 no mesmo período de 2017. Questionada, a SSP informou que a "Polícia Militar analisa os índices criminais e realiza o patrulhamento com equipes em motocicletas, a pé e em viaturas".

"As polícias Civil e Militar realizam operações constantes para combater os crimes contra o patrimônio no bairro. As ações resultaram na redução de 34% dos roubos, 60% dos roubos de veículos e 43,5% dos furtos, no mês de março desse ano em comparação com o mesmo mês de 2017", informou a pasta. 

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