Paulo Liebert/AE-19/10/2009
Paulo Liebert/AE-19/10/2009

Arquitetura brasileira que ganhou o mundo

Exposição em Pinheiros resgata desenhos que, desde os anos 1940, mereceram elogios

Edison Veiga, O Estado de S.Paulo

20 de abril de 2011 | 00h00

Começa hoje a exposição Arquitetura Brasileira - O Coração da Cidade - A Invenção do Espaço de Convivência, no Instituto Tomie Ohtake. "Aqui estão exemplos de uma arquitetura brasileira que, desde os anos 1940, passou a ser valorizada no mundo todo", diz o arquiteto Julio Katinsky, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo.

Essas construções que mudaram o espaço brasileiro, quando passaram a se tornar locais de convivência, também transformaram a maneira com que cada pessoa utilizava sua cidade, seu lazer, seu viver. "Não foi um fenômeno de um único arquiteto, mas de um conjunto, de um esforço coletivo", afirma Katinsky, citando Lúcio Costa (1902-1998), Oscar Niemeyer, Affonso Eduardo Reidy (1909-1964) e, no caso dos que mais atuaram em São Paulo, Rino Levi (1901-1965), Oswaldo Bratke (1907-1997) e Vilanova Artigas (1915-1985).

Desenvolvimento. Os 115 projetos expostos a partir de hoje no Instituto Tomie Ohtake foram selecionados a partir dessa perspectiva. São dessa geração que fez a arquitetura brasileira admirada no mundo todo. Ou de seus continuadores, porque arquitetos formados após essa época também seguiram (e seguem) essa trajetória internacional. "Trata-se de um desenvolvimento artístico que, aos 70 anos, ainda está em pleno processo de evolução", avalia o professor.

 

Convidado pelo Estado, Katinsky também topou comentar alguns dos destaques paulistanos da exposição. Confira nesta na galeria abaixo e nesta página.

Conjunto Nacional (David Libeskind, 1956). "Experiência notável. Sem pretensão, tornou-se local muito frequentado. Tem mais de 50 anos e não parece. Sua vitalidade é invejável."

Praça Victor Civita (Adriana Levisky e Anna Julia Dietzsch, 2008). "Talvez por ser muito nova, ainda não foi plenamente aceita pela população. Mas há uma preocupação no local em, com a programação, trazer frequentadores."

Parque do Ibirapuera (Oscar Niemeyer, 1954). "O grande centro de convivência da população de SP. Um local que, ao se organizar como experiência espacial, abre perspectiva à cidade."

Instituto Tomie Ohtake (Ruy Ohtake, 2001). "Pelos espaços, alturas e cores, virou exemplo da alegria de viver."

SERVIÇO

'Arquitetura Brasileira - O Coração da Cidade - A Invenção do Espaço de Convivência'

Até 3 de julho, de terça a domingo, das 11h às 20h

Instituto Tomie Ohtake. Rua Coropés, 88 - Pinheiros

Informações pelo tel. (11) 2245-1900.

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