Arquitetos criticam ideia, aprovada por setor de segurança

Uma medida que "não resolve" e "piora" o paisagismo da cidade. É a opinião do urbanista Kazuo Nakano, do Instituto Pólis. "Gradear o espaço abaixo de viadutos faz com que ele fique abandonado. No caso das praças, a lógica deveria ser inversa. É um espaço que deveria se relacionar com o contexto, permitir a circulação de pessoas", diz.

O Estado de S.Paulo

08 Outubro 2012 | 08h41

O arquiteto e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (FAU-USP) Lúcio Gomes Machado acredita que há uma cultura muito forte dos paulistanos de "fechar tudo", o que nem sempre ajuda a aumentar a segurança, tanto das praças quanto das residências. "Seguindo essa lógica, deviam cercar também as vias públicas, né?"

Já o consultor de Segurança José Vicente, professor do Centro de Altos Estudos de Segurança da Polícia Militar de São Paulo, explica que, mesmo sendo desejável evitar as grades, a colocação se justifica nos casos de praças maiores.

Segundo ele, esses lugares também oferecem espaços onde se formam esconderijos para moradores de rua, que usam o local para furtar as pessoas. "Nas praças pequenas não ocorre isso, os cidadãos conseguem ver melhor quem está ali e evitam áreas mais perigosas", diz.

"O fundamento disso tudo é o controle do espaço público, feito por meio de vários procedimentos de ordem, como o policiamento, a melhor iluminação, proibição de som alto, dentre outros", comenta Vicente. "A grade é um desses instrumentos, utilizado por grandes cidades no mundo todo." / N.C. e MATEUS COUTINHO, ESPECIAL PARA O ESTADO

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