Arquiteto morre após reagir a assalto em farmácia na Chácara Klabin

Crime ocorreu na noite de terça-feira enquanto vítima comprava remédio para a esposa

30 Abril 2014 | 09h25

SÃO PAULO - Um arquiteto morreu depois de reagir a um assalto dentro de uma farmácia na Chácara Klabin, na zona sul da capital paulista, na noite dessa terça-feira, 29. Segundo a Secretaria Estadual da Segurança Pública (SSP), Ernesto Pisanelli Neto, de 63 anos, foi atingido pelo disparo de um dos assaltantes após brigar com um deles. Ele morreu no local.

Um sobrinho da vítima, o produtor de eventos Bruno Pisanelli, de 28 anos, conta que por volta das 21h30 o tio estava na loja da Drogasil da Avenida Prefeito Prefeito Fábio Prado, número 32, pedindo no balcão um remédio para a esposa, que sofre de câncer, quando um dos ladrões (aparentando ser adolescente) entrou anunciando o assalto.

Nesse momento, Pisanelli teria discutido com o criminoso e tentado tirá-lo à força da drogaria. Foi quando o bandido atirou. O projétil atingiu o arquiteto no lado esquerdo do peito. O ladrão então se dirigiu ao carro da vítima, parado na frente da farmácia e onde estava a esposa de Pisanelli, que começou a gritar, atraindo a atenção de quem passava.

Com o aumento do número de pessoas nas imediações, os bandidos fugiram a pé. O outro ladrão dava guarida ao parceiro na porta da loja.

"A polícia demorou para chegar e, pelo que me disseram, as câmeras que estavam na farmácia eram só de enfeite, nenhuma funcionava", conta Bruno Pisanelli. "O corpo ficou estendido um tempão na porta da farmácia."

Na manhã desta quarta-feira, 30, o cadáver ainda não havia sido liberado do Instituto Médico Legal (IML). Haverá uma cerimônia fúnebre no Cemitério do Araçá, na zona oeste, e depois o corpo de Pisanelli será cremado.

De acordo com a SSP, a perícia foi assumida pela Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP). O caso deverá em seguida ser assumido pelo Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). Testemunhas, informou a secretaria, foram orientadas a procurar uma delegacia para tentar fazer o reconhecimento dos ladrões.

 

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