Arquiteto fez casa em forma de bola

Ele queria fugir do padrão imposto pelo mercado que só produz apartamentos geminados, repletos de divisões. E inovou nos anos 1970 ao projetar uma "casa-bola".

O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2013 | 02h00

A obra do arquiteto Eduardo Longo ainda está lá, quase no cruzamento da Avenida Brigadeiro Faria Lima com a Rua Amauri, endereço badalado do Itaim-Bibi, na zona sul de São Paulo.

A inusitada obra começou a ser erguida em 1974, sobre duas lajes. Tubular, a estrutura fica apoiada em apenas um eixo central e foi preenchida por argamassa. O trabalho levou cinco anos para ser finalizado. Em 1979, já pintada de "azul da cor do céu", deixou de ser apenas uma proposta diferente para ganhar status de residência.

Na parte de dentro, ambientes formados por móveis improvisados que seguem a linha da casa. Na suíte principal, a cama é uma continuação da parede. Na cozinha, a mesa segue o desenho da pia, delimitada pela janela. E, na área de lazer, um tobogã leva o visitante de volta ao térreo.

Longo fez escola. Depois da inovação na Rua Amauri, um modelo semelhante de bola foi construído na Rua Gália, na região do Morumbi, também na zona sul. Lá, o projeto de Longo não foi viabilizado em cima de lajes, mas a partir de uma espécie de pedestal. A estrutura tem três andares e funciona de forma anexa à casa no mesmo terreno. / ADRIANA FERRAZ

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