Arquiteto criou 'oásis' na cracolândia

A expectativa durou exatos 18 meses. Em 9 de julho de 1999, após R$ 44 milhões de investimento estadual, parte do centro degradado de São Paulo ganhou nova cara e trilha musical mais requintada.

O Estado de S.Paulo

08 de janeiro de 2012 | 03h01

A restauração da Sala São Paulo, ao lado da Estação Júlio Prestes, em pleno coração da cracolândia, ainda hoje funciona como um oásis na região.

Projetada pelo arquiteto Nelson Dupré, ela é o endereço da Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) e foi concebida justamente para ser um dos marcos da recuperação urbanística da Luz.

Dupré foi buscar referências fora do País para o projeto. Visitou casas de espetáculos na América do Norte e Europa. Na viagem, também estudou o funcionamento de palcos, sistemas acústicos, áreas de apoio e acessos para saber como a música soava, com ou sem a presença do público.

Na volta, planejou um modelo cujo detalhe fundamental está no forro. Totalmente ajustável, é formado por 15 painéis divididos de tal forma que sua movimentação permite o aumento controlado do volume pela sala.

O projeto recebeu o prêmio de honra do United States Institute for Theatre Technology (Usitt), em 2000, por transformar uma estação ferroviária em operação em uma "fantástica sala de concertos", apesar de todos os desafios de acústica envolvidos. / ADRIANA FERRAZ

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