Armas de policiais e seqüestrador são apreendidas para perícia

Armas vão passar por perícia para saber quem fez os disparos que atingiram Eloá e Nayara

Da Redação,

17 de outubro de 2008 | 20h11

As armas dos policiais militares e de Lindembergue Alves, de 22 anos, foram apreendidas e vão passar por perícia para a investigação de quem efetuou os disparos que atingiram Eloá e Nayara, de 15 anos. As duas foram atingidas por tiros: Eloá levou um tiro na cabeça e um na virilha. Nayara teria sido baleada no rosto. Eloá passa por cirurgia para avaliação de seu estado neurológico e corre risco de vida. Nayara, está consciente e, segundo as primeiras informações, foi baleada no rosto.  Veja também:Polícia invade, reféns são levadas e seqüestrador é preso 'O que deu errado foi o tiro que ele deu na menina', diz coronel Confira cronologia do seqüestro  Seqüestro em Santo André é o mais longo registrado em SPPai de Nayara diz que foi ‘expulso’ pela PM de escolaJovem disse que ia matar ex-namorada se polícia invadir o local Galeria de fotos do seqüestro    Para o coronel Eduardo José Félix, comandante do Batalhão de Choque da Polícia Militar, "o que deu errado foi o tiro que ele deu na menina". Em entrevista coletiva, ele afirmou que os policiais do Gate decidiram entrar no apartamento após ouvirem um disparo. No entanto, o coronel declarou que não ouviu os tiros. "Se o chefe (do Gate) diz que ouviu disparo, é preciso acreditar nele e invadir", justificou o coronel Félix. Segundo ele, o auxiliar de produção portava um revólver calibre 32, com cinco cartuchos deflagrados. O seqüestro teve início na segunda, 13. Alves invadiu o apartamento do Conjunto Habitacional de Santo André por estar inconformado com o fim do relacionamento com Eloá.  Segundo ele, os estilhaços da bomba utilizada para abrir a porta do apartamento machucaram a segunda refém, Nayara, na boca. "Mas ela está bem', afirmou. Ambas estão sendo atendidas no Centro Hospitalar, no centro de Santo André, no ABC paulista. Alves saiu ileso.  A operação Às 18h08 um explosivo derruba a porta do apartamento da família de Eloá. Policiais do Gate entram pela sala. Em seguida, três disparos são ouvidos. Dentro do apartamento os policiais se dividem em grupos. Um grupo encontra a ex-namorada de Lindembergue caída na cozinha ferida por um disparo feito por ele, na região da cabeça. Lindembergue, que estava entre a sala e a cozinha é atingido por disparos feitos pelos policiais utilizando armas não letais (bala de borracha). Nayara, a amiga de Eloá é encontrada caída no chão da sala, com a boca sangrando.  Alguns policiais utilizaram uma escada de madeira para entrar pela janela do quarto do apartamento. Lindembergue foi retirado do apartamento por policiais pela porta, e colocado em uma viatura da força tática e levado direto para a delegacia, de onde foi encaminhado ao IML. Segundo a polícia, Lindembergue foi rapidamente dominado no momento da invasão. A polícia afirma que não usou armas letais na operação. 

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