Argentino faz obra gigante ''pró-Dilma''

Não são só as telas do pernambucano Gil Vicente que estão causando barulho antes mesmo de a Bienal começar. Da Argentina, o também artista plástico Roberto Jacoby trouxe para São Paulo dois retratos gigantes dos candidatos à Presidência José Serra (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), ele com a cara raivosa e ela aparentando alegria, e mais de 20 cabos eleitorais, que usarão camisas vermelhas com os dizeres "Brigada argentina por Dilma".

Nataly Costa e Rodrigo Burgarelli, O Estado de S.Paulo

18 Setembro 2010 | 00h00

Durante a mostra, Jacoby e sua equipe pretendem distribuir panfletos e broches pró-Dilma e armar um palanque em plena Bienal. "Estamos convencidos da necessidade de Dilma no poder para o bem da América Latina", disse Jacoby ao Estado. Mas fazer campanha política em plena Bienal de arte vale? "O tema da Bienal é arte política. Estou apenas respondendo a um chamado dos curadores dessa exposição", afirmou o argentino.

Jacoby desconhecia a polêmica em torno das obras do colega Gil Vicente. "Sou contra qualquer tipo de censura e sei que a legislação brasileira também é."

Discussão. Além de despertar a curiosidade de quem já viu a montagem no prédio da Bienal, Jacoby não recebeu nenhum tipo de notificação de qualquer entidade. "Não vejo como poderia ter problema com autoridades brasileiras", disse o artista argentino. Mas sabe que sua obra vai incomodar e levantar discussão. "Arte tem de produzir polêmica, é a melhor resposta para um artista. Se não há discussão, a obra está morta", concluiu.

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