Wagner Morente - Divulgação GCM Limeira
Wagner Morente - Divulgação GCM Limeira

Áreas de rua são isoladas após ataques de gaviões com filhotes em Limeira

Local continuará interditado até que os gaviões deixem a região naturalmente; Segundo a Defesa Civil, aves silvestres são protegidas por leis ambientais e seus ninhos não podem ser removidos

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

16 de outubro de 2018 | 12h01

SOROCABA - Dois trechos da calçada de pedestres de uma rua da região central foram interditados pela Defesa Civil nesta segunda-feira, 15, depois de sucessivos ataques de gaviões aos passantes, em Limeira, interior de São Paulo. Uma vistoria feita pela Guarda Civil Municipal, com apoio do Corpo de Bombeiros, identificou a razão da fúria da aves. Uma das árvores da rua Gustavo Nilsson, na Vila São Luiz, abriga um ninho com dois filhotes de gavião-carijó, ave de rapina predominante entre os gaviões brasileiros.

De acordo com o GCM Wagner Morente, a corporação foi acionada depois que os pássaros avançaram sobre várias pessoas que caminhavam pela rua. "Foi observado que os gaviões estavam inquietos e, ao inspecionar as árvores, os bombeiros localizaram os ninhos." Segundo ele, as aves avançam sobre os passantes para mantê-los afastados do ninho, num instinto de defesa dos filhotes. A área próxima às duas árvores, uma de cada lado da rua, foram cercadas com fitas de isolamento.

Na manhã desta terça-feira, 16, o pelotão ambiental da GCM foi ao local para orientar a entrada de alunos de uma escola particular que fica próxima das árvores. A direção do estabelecimento decidiu mudar a entrada e saída de alunos para uma portaria mais distante para evitar possíveis ataques. Muitos curiosos estão indo à rua na tentativa de observar os pássaros. As pessoas estão sendo orientadas a não se aproximarem da árvore que tem o ninho com filhotes.

De acordo com a Defesa Civil, as aves silvestres são protegidas por leis ambientais e seus ninhos não podem ser removidos. Conforme Morente, as áreas continuarão isoladas até que os gaviões deixem a região naturalmente. O trânsito de veículos na rua continua normal. O gavião-carijó tem entre 30 e 40 cm de comprimento e se alimenta de insetos, pequenos roedores e aves menores. Por ser considerada predadora de galinheiros, a ave já foi muito caçada nos meios rurais, mas não está em lista de animais ameaçados de extinção.

 

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