Área vazia da Rio Branco atrai viciados

O aumento do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) de um imóvel abandonado no número 1.000 da Avenida Rio Branco, na região central de São Paulo, pode ser a solução para um problema enfrentado pelos comerciantes há cerca de nove meses. O galpão de 12 mil m², nas proximidades da cracolândia, é ocupado por usuários de droga.

, O Estado de S.Paulo

13 de novembro de 2010 | 00h00

O problema foi mostrado pelo Estado em junho. De lá para cá, a situação só piorou, afirmam os vizinhos que pedem providências ao proprietário, à Prefeitura e à polícia.

Escondidos pelos muros e tapumes que fecham portas e janelas, viciados dormem no local. Outros entram e saem apenas para consumir drogas. Na parte da frente, restos de construção roupas velhas e lixo formam o cenário. Antes do abandono, o imóvel foi estacionamento da Viação Andorinha por décadas, além de um depósito de bebidas.

O frentista do posto vizinho, Toni dos Santos, afirma que é difícil hoje mulheres pararem no posto. "Tem roubo a toda hora aqui na avenida. Bolsa de mulher principalmente", diz. O dono de estacionamento Paulo Pereira, também vizinho do galpão invadido, conta que chegou a perder dez mensalistas em 45 dias. "O pessoal tem medo de vir buscar o carro à noite."

A reportagem ainda tentou contato com o atual proprietário por meio da Fromer Imóveis, sem obter retorno. Uma placa da imobiliária indica que o imóvel ainda pode ser alugado.

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