Área ganhará uma trilha e será aberta à visitação

Ideia é que estudantes e professores atuem tanto na recuperação da vegetação quanto na monitoria do local

O Estado de S.Paulo

16 Outubro 2011 | 03h02

O núcleo do museu vivo será um terreno de cerca de 3 mil m² que fica do lado do Instituto de Biociências. Atualmente, existem exemplares nativos de cerrado no local, mas a maior parte da área está tomada por plantas invasoras - a maioria mexicanas ou africanas, trazidas para a universidade na década de 1970 para efeitos de paisagismo.

Além das invasões, grande parte da área ainda é utilizada para descarte de galhos e outros resíduos de plantas cortadas. A coordenadoria promete agora limpar o local, cercá-lo e identificar as espécies de cerrado, criando uma trilha aberta à visitação. Além disso, um plano de manejo será elaborado para retirar todas as plantas invasoras e deixar as nativas rebrotarem. A ideia é que estudantes, pesquisadores e professores da universidade atuem tanto na recuperação da vegetação original quanto no monitoramento das visitas.

No interior. No mesmo dia em que será inaugurado o museu vivo de cerrado na USP, o reitor João Grandino Rodas vai assinar um decreto declarando como áreas de preservação mais de mil hectares de reservas biológicas em pelo menos quatro câmpus da USP que funcionam no interior. A criação das unidades de preservação acontecerá durante um evento oficial da Organização das Nações Unidas (ONU) na universidade, entre os dias 6 e 8 de dezembro, para comemorar o encerramento do Ano Internacional das Florestas.

Em Piracicaba, 120 hectares do câmpus urbano serão transformados em reserva. Outros 4 mil hectares de estações experimentais fora da área urbana também serão protegidos. Já o câmpus de Pirassununga ganhará cerca de 400 hectares. Reservas ecológicas também serão criadas nos câmpus de São Carlos e Ribeirão Preto. / R.B.

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