Área do Clube Tietê fica sem uso e abandonada

Altos e pichados muros só escondem o mato nas quadras e pistas e o lixo e lodo nas piscinas; Prefeitura ainda não definiu o que fará

Marcel Naves, RÁDIO ESTADÃO, O Estado de S.Paulo

13 de janeiro de 2014 | 02h03

Do lado de fora, o símbolo do Clube de Regatas Tietê, a imensa e desgastada letra T pintada em um vermelho quase apagado, ainda pode ser visto. Mas os altos e pichados muros que separam o local da Marginal em muitos trechos apresentam rachaduras imensas. E só escondem o mato que cresce nas quadras de tênis e pistas de cooper. As piscinas permanecem tomadas por terra, lixo e lodo.

A realidade do clube, que um dia revelou atletas como a tenista Maria Esther Bueno, tricampeã de Wimbledon em 1959, 1960 e 1964, e os nadadores recordistas mundiais Abílio Couto e Maria Lenk, é de abandono. Os antigos registros, muitos datando da fundação da agremiação, que deveriam estar preservados com o restante do acervo, estão espalhados e podem se perder. O alerta é feito pelo último presidente do clube, Lauro de Melo Carvalho. "Eu estou com uma encrenca com quem está tomando conta. Ele me disse o seguinte: Lauro, eu vou dar um prazo pra você, porque nós temos documentos importantes em outras áreas, que não estão lá. E ele me disse que esses documentos (do Tietê), se a gente não retirasse, eles iriam jogar fora." Ele frequentou o clube por mais de 40 anos e ainda não se conforma com o fechamento da agremiação, em abril de 2013, após o acúmulo de dívidas milionárias.

Uso público. Nem o desejo de ver o local utilizado pela população será algo tão fácil de ocorrer. Para o prefeito de São Paulo, uma destinação para o local ainda depende da realização de estudos.

Fernando Haddad reconhece que o futuro do antigo Clube de Regatas Tietê é incerto. "Aquela área é muito nobre, porque está no Arco Tietê, então nós não vamos dar uma destinação para aquilo sem concluir os estudos, para saber o que fazer. A princípio, nós vamos abrir um CDC lá, provavelmente neste ano. No ano passado, não havia nem sequer orçamento para as obras necessárias. Mas o futuro ainda pode trazer novas possibilidades", ressaltou.

Decreto. Em abril de 2013 foi publicado no Diário Oficial da Cidade um decreto que define o local como Clube-Escola, após uma disputa que vinha de 2009. A área de 50 mil m² tem um parque aquático de 5 piscinas, 7 quadras de tênis, ginásios, campos de futebol e pistas de atletismo.

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