Área de escape em Congonhas fica pronta em 2 anos, diz Kassab

Segundo especialistas, com área de escape no aeroporto, danos do acidente com Airbus seriam menores

31 de julho de 2007 | 09h35

Depois de o ministro da Defesa, Nelson Jobim, admitir a possibilidade de construção de uma área de escape no Aeroporto de Congonhas, o prefeito Gilberto Kassab previu, em entrevista à rádio Jovem Pan, que a área poderia ficar pronta em aproximadamente dois anos.  No dia 17 de julho, um avião da TAM perdeu o controle e se chocou em um prédio da TAM Express, no Aeroporto de Congonhas, causando a morte de 199 pessoas. Segundo o ministro, já foram iniciadas conversas com o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM). Segundo especialistas, se a pista tivesse essa área de escape, o acidente poderia ter sido muito menor. "Ampliar a pista (de Congonhas), nem pensar. Mas vamos examinar com o prefeito Kassab, e ele já mostrou disposição para isso, a ampliação da área de escape", disse Jobim, depois da primeira reunião do Conselho de Aviação Civil (Conac), presidido por ele. Kassab e o governador José Serra já têm defendido a criação da área de escape, o que implicaria desapropriações dos imóveis localizados no entorno do aeroporto. A área de escape seria uma área para dar margem de segurança separando a pista das edificações. O ministro anunciou a ampliação do espaço para estacionamento de aviões em Congonhas, passando de 25 para 30 posições. "A Infraero já está construindo cinco novas posições", informou Jobim. Na entrevista, Kassab acrescentou que a Prefeitura de São Paulo precisa incorporar no zoneamento da região de Congonhas, na zona sul da cidade, as regras da Aeronáutica. Segundo ele, isso nunca aconteceu durante os 70 anos de existência do aeroporto. Imóveis irregulares Sobre os 64 imóveis irregulares existentes na área, Gilberto Kassab afirmou que o secretário municipal da Habitação, Orlando Almeida, está preparando um ofício informando sobre as irregularidades apontadas pela Aeronáutica, muitas vezes inaceitáveis para a segurança dos vôos naquela região. O prefeito voltou a fazer uma advertência aos donos desses imóveis. Ele assegurou que a prefeitura poderá vir a demolir parte das edificações caso haja uma recomendação da Aeronáutica neste sentido.  Reestruturação Com a redistribuição da malha aérea e o aumento do número de vôos para Cumbica, em Guarulhos, Jobim reiterou a intenção de negociar com o governo paulista a construção de uma linha expressa de trem para ligar a capital ao município de Guarulhos. Segundo o ministro, há "disposição e interesse de investidores, mas é evidente que uma obra dessa leva mais tempo". Para as obras emergenciais nos aeroportos de São Paulo, o Conac vai aprovar contratações de empresas sem licitação. "As decisões sobre dispensa de licitação, no setor emergencial, serão tomadas pelo Conac. Não serão decisões das empresas, mas do Conac", afirmou. As mudanças do layout do Aeroporto de Cumbica terão que ficar prontas até 20 de outubro e poderão incluir "contratação emergencial e imediata de salas de embarque pré-fabricadas ou modulares para atendimento de passageiros". Jobim citou a possibilidade da reacomodação de algumas lojas localizadas no aeroporto, para dar lugar a balcões de atendimento. Outro caminho será ocupar espaços de companhias aéreas falidas.

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