Prefeitura de São Manuel/Divulgação
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Aranhas que infestam cidade do interior de SP não são agressivas, diz veterinário

Segundo Paulo Targa, o aracnídeo possui veneno de baixa potência; ele afirma que nenhum caso de picada foi reportado

José Maria Tomazela, O Estado de S.Paulo

21 Janeiro 2015 | 17h14

 SOROCABA – As aranhas que infestaram o distrito de Aparecida, em São Manuel, na região central do Estado de São Paulo, não são agressivas, segundo o veterinário Paulo Targa, da Unidade de Vigilância Animal do município. “Elas até têm um pouquinho de veneno, mas de baixa potência, produzindo apenas uma dorzinha local”, disse nesta quarta-feira (21). Segundo ele, as aranhas estão sendo removidas dos postes e árvores, mas não foi reportado um único caso de picada em morador. “Essa espécie é conhecida como aranha social, por muitas compartilharem a mesma teia durante a noite”, explicou.

A proliferação de aracnídeos que se fixavam no alto de postes e árvores assustou os moradores. Muitos espécimes de projetavam no ar, dando a impressão de uma “chuva” de aranhas. A prefeitura usou equipamentos especiais para capturar as aranhas vivas e soltá-las em matas da região. O veterinário, que coordenou a remoção dos aracnídeos, disse que o animal se aloja no alto dos postes para capturar os insetos que são atraídos pela iluminação. “Por se alimentar de insetos, a aranha tem um papel importante para o equilíbrio ecológico.”

A espécie, segundo ele, é comum nas áreas de Cerrado e ocorre há muitos anos na região. “Houve uma ocasião em que o emaranhado de teias se estendia por mais de um quilômetro, acompanhando a fiação elétrica.” Depois de fazer a retirada de quatro “ninhos” mais importantes – alguns deles tinham mais de 200 aracnídeos – a prefeitura notificou moradores para manter limpos os quintais. De acordo com Targa, um monte de madeira velha retirado de um terreno servia como criadouro para as aranhas.

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