Epitácio Pessoa/AE
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Ar seco põe metade do País em alerta e faz SP bater recorde

Umidade de apenas 16% à tarde fez procura crescer em hospitais da cidade; Goiás, Mato Grosso e Distrito Federal têm clima de deserto

Cida Alves, especial para O Estado de S. Paulo

16 de agosto de 2011 | 22h34

SÃO PAULO - O ar seco colocou em alerta metade do País e fez a cidade de São Paulo registrar nesta terça-feira, 16, o dia mais seco do ano. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), às 15 horas, a umidade relativa do ar era de 22% na capital paulista. Na estação meteorológica do Comando da Aeronáutica, no Aeroporto de Congonhas, a mínima chegou a 16%. Antes, o menor índice de 2011 havia sido o do último sábado - 26%.

Os reflexos na saúde da população foram imediatos. No Hospital da Criança, na zona sul, a procura por atendimento no pronto-socorro aumentou 50%. A maioria das 400 crianças atendidas tinha problemas respiratórios, que pioram no tempo seco. O atendimento a adultos aumentou 30%. No interior, Votuporanga, Asa Branca e Pradópolis registraram os menores índices de umidade relativa do ar do Estado - entre 12% e 14%.

Segundo o Inmet, o ar seco é característico desta época do ano. Mas ontem a situação piorou principalmente por causa do ar quente vindo do interior do País. Dez Estados e o Distrito Federal estão em situação de alerta. Há mais de 65 dias sem chuva, Brasília teve anteontem mínima de 10% de umidade do ar; ontem, atingiu 22%. Cuiabá e Goiânia tiveram índices de 14% e 17%, respectivamente. Mato Grosso, Goiás e o Distrito Federal bateram recorde histórico de baixa umidade, segundo o Inmet.

Também estão em alerta Mato Grosso do Sul, Tocantins e Rondônia, além da região sul do Maranhão e do Piauí, o oeste da Bahia e de Minas Gerais e o norte de São Paulo.

Previsão. Nos próximos dias, a umidade do ar deve subir na capital paulista com a chegada de uma frente fria de baixa intensidade vinda do Oceano Atlântico nesta quarta-feira. Mas é possível que na sexta-feira a umidade do ar volte a cair e atinja níveis próximos dos 20%, o que já caracteriza estado de atenção. "O alívio deve chegar de vez no fim de semana, com uma frente fria mais forte, que causará quedas de temperatura e aumento da umidade", explicou o meteorologista do Inmet Marcelo Schneider.

O recorde histórico de menor umidade relativa do ar em São Paulo - desde o início das medições, no anos 1940 - foi de 10%, registrado em 14 de agosto de 2009, segundo a Climatempo.

 

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