Aquarelas do Brasil

Ei, juiz, vai...

TUTTY HUMOR, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2012 | 03h05

Segundo prognóstico de Roberto Jefferson, "o STF não vai enfrentar a galera, e a galera quer a condenação". Isso quer dizer o seguinte: torcida só não ganha jogo no futebol!

Mal comparando

Falta entre os réus do mensalão alguém com a sinceridade do mordomo do papa, Paolo Gabriele, para admitir que "vendo o mal e a corrupção por toda parte, finalmente cheguei a um ponto em que não consegui mais me controlar". Simples assim!

Todos iguais!

Ao cruzar no Grand Hotel de Estocolmo com os jogadores da seleção, Silvio Santos fez questão de dar uma força a Neymar: "Não fica triste, não! Meu cabeleireiro também não consegue acertar a mão!"

Estigma ultrapassado

Sargentona é o escambau! Promovida pelo Pentágono, Tammy Smith virou a primeira general homossexual assumida do Exército americano.

Melhor parcelar

A chuva está em dívida com São Paulo, onde a seca já perdura há 28 dias. Tomara que São Pedro não pague tudo de uma vez, né?

Incompatibilidade total

Tá explicado por que o ministro Joaquim Barbosa, relator do processo do mensalão no STF, abandonou o Twitter. Alguém que gasta mais de 1 mil folhas para justificar um voto, convenhamos, deve ter dificuldade até para dar bom dia em 140 toques.

"Lá em Londres vez em quando me sentia longe daqui" e, sempre que isso acontecia, a primeira coisa que desgraçadamente me vinha à cabeça não era a letra aqui plagiada de Gilberto Gil para Back in Bahia. O Brasil de hoje tem trilha sonora de Michel Teló: "Ai se eu te pego, ai, ai, assim você me mata..."

Tem um tipo de música se criando de monte por aqui que você não consegue tirar de dentro nem quando está fora. Pode botar um oceano entre seus ouvidos e o grupo de pagode Sorriso Maroto e logo vai descobrir que faz parte de sua bagagem cultural o refrão "ai, ai, aiaiaiai, assim você mata o papai, ai, ai, aiaiaiai".

O Brasil pode ser um país sem memória para outras coisas, mas vai tentar esquecer "eu quero tchu, eu quero tcha, eu quero tchu tcha tcha..." Impossível!

Longe daqui é mais fácil não pensar em Carminha, Nina, Leleco e Tufão do que apagar do inconsciente o "oioioi" tema da novela das 9.

De volta ao país do mensalão, meu repertório de musiquinhas insuportáveis foi enriquecido por este "zero quinhentos dois mil e doze, zero sete, pra doar sete reais..." cantarolado por artistas da Globo na campanha Criança Esperança 2012.

Ninguém merece, mas eu gostei de ter voltado!

O bom e o velho

É impressionante como a geração que jogou futebol com Pelé parece mais velha ao lado dele. No encontro de ontem à tarde em

Estocolmo, o rei chegou a ficar constrangido ao ser apresentado ao

velhinho sueco em quem deu um chapéu

humilhante na final da Copa do Mundo de 1958.

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