Aprendeu a dançar com as irmãs; nunca foi igualado

A função do mestre-sala e da porta-bandeira remonta às origens do carnaval. Nos ranchos que antecederam as escolas de samba, surgidas nos anos 1920, os balizas eram os responsáveis pela proteção das bandeiras de cada agremiação. Os rivais tentavam tomá-la, e o baliza precisava ser ágil para resguardá-la.

O Estado de S.Paulo

20 de fevereiro de 2012 | 03h03

O primeiro mestre-sala foi Maçu, um dos fundadores da Mangueira, que chamou uma irmã para segurar a bandeira, e saiu a seu lado, protegendo-a. Hoje, a exibição é um quesito como os outros. O casal tem de executar os passos característicos, em harmonia, com "graça, leveza e majestade".

Filho de dançarino, Delegado desenvolveu sua arte sozinho, em casa, com as irmãs segurando uma vassoura, que fazia as vezes do mastro onde se ergue o pavilhão. Sua performance chamou a atenção por ele ser extremamente cortês com a parceira, ter gestos delicados com os braços e elegantes com as pernas. "Os passos são todos dele", diz o amigo Dionísio. "Ele viu os mais velhos dançarem e saiu dançando. Os discípulos estão em várias escolas. Sempre que viajamos para criar núcleos da escola de mestre-sala - no Pará, em Mato Grosso do Sul -, ele vai." /R.P.

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