Aposentado morre em tiroteio entre PMs e assaltantes

Idoso foi atingido em seu carro, na Vila Leopoldina, quando se preparava para voltar para casa após comprar pão

GIO MENDES, O Estado de S.Paulo

24 de janeiro de 2012 | 03h03

Texto atualizado para correção de informação às 16h54 de 26/01

O aposentado Balilla Argentieri, de 73 anos, morreu em meio a troca de tiros entre policiais militares e ladrões que haviam invadido uma empresa de segurança e transporte de valores na Vila Leopoldina, zona oeste de São Paulo, ontem de manhã. Argentieri tinha ido comprar pão em um supermercado na Rua Aliança Liberal e foi baleado na cabeça logo após deixar o estabelecimento. Dois assaltantes morreram no tiroteio, outro levou um tiro na perna, mas conseguiu fugir com um comparsa.

Segundo a Polícia Militar, os quatro criminosos entraram na empresa, a 70 m do supermercado, depois de render quatro seguranças, às 7h50. Segundo PMs que atenderam a ocorrência, os ladrões usavam coletes e distintivos da Polícia Civil. A quadrilha ocupava um Siena que teria as placas clonadas de viatura da Polícia Civil de Carapicuíba, na Grande São Paulo.

Um dos seguranças conseguiu fugir e ligou para a PM. A empresa foi cercada por seis viaturas e duas motos da corporação. "Os criminosos não quiseram se render. O portão da empresa abriu e o carro do bando saiu em disparada, com os ladrões atirando contra os policiais", afirmou o capitão Luis Fernando Guillon, comandante da 2.ª Companhia do 4.º Batalhão da PM. O Siena tentou furar o bloqueio policial batendo em uma viatura, mas quebrou e parou. Os quatro criminosos desceram do carro atirando, segundo a PM.

Nesse momento, o aposentado tinha saído do supermercado e manobrava seu Voyage para ir embora. De acordo com Guillon, a vítima foi baleada duas vezes pelos assaltantes. "Um tiro perfurou a porta do Voyage e acertou a nádega do senhor. Ele desceu do carro desesperado e tentou correr para buscar refúgio atrás do veículo, mas foi baleado na cabeça", disse o oficial da PM. Argentieri foi levado ao Hospital da Lapa, mas morreu. Ele morava na Rua Ziembinski, a cerca de 800 metros do supermercado.

A PM apreendeu um fuzil e duas pistolas com os ladrões que morreram. Os malotes roubados da empresa de segurança ficaram no porta-malas do Siena.

Fuga. Os outros dois ladrões fugiram depois de roubar o Toyota Corolla de uma mulher que passava pelo local. Os ladrões abandonaram o veículo em um posto de gasolina do bairro e roubaram um Fox. A PM fez buscas em hospitais, mas até a noite não havia localizado os assaltantes.

"Não quis desejar o mal dela, mas a minha sorte foi essa mulher ter aparecido", disse um morador da Rua Aliança Liberal que foi rendido pelo assaltante baleado minutos depois do tiroteio.

O aposentado, que não quis se identificar, abria o portão de casa quando foi abordado pelo ladrão, que apontou uma pistola para seu rosto. "Ele estava com a perna sangrando e disse que queria as chaves do carro estacionado na frente da minha casa. Tentei explicar que não tinha carro e que estava segurando as chaves de casa." O bandido só largou o aposentado após o comparsa arrancar a motorista do Toyota.

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