Aposentado mata irmãs a tiros e se suicida em Jaú

Com um revólver calibre 38, o bancário aposentado Francisco Miranda de Almeida Prado, de 59 anos, matou as irmãs, as professoras Ana Carolina, de 66 anos, e Ana Cecília de Almeida Prado, de 60, e se matou na noite de anteontem. O crime comoveu a cidade de Jaú, a 296 quilômetros de São Paulo.

CHICO SIQUEIRA, ESPECIAL PARA O ESTADO, ARAÇATUBA, O Estado de S.Paulo

04 Outubro 2011 | 03h02

Os irmãos moravam na casa na qual nasceram, no centro da cidade de 131 mil habitantes. Com eles vivia a mãe, Ana Maria Pacheco de Almeida Prado, de 89 anos.

Ana Maria, que presenciou o crime, tirou a arma das mãos do filho morto e jogou o revólver atrás de uma geladeira. Desesperada após o crime, Ana Maria foi até a frente da casa e pediu ajuda.

O cobrador de ônibus Paulo Bezerra Cavalcanti, de 59 anos, que passava pelo local, ajudou Ana Maria e chamou a polícia. Ela entrou em estado de choque e teve de ser internada na Santa Casa de Jaú. Ana Maria não pôde acompanhar o velório e o enterro dos filhos.

Segundo a polícia, as duas irmãs ainda tentaram correr quando viram Francisco com a arma. As duas morreram com um tiro cada. Ana Carolina foi a primeira a ser assassinada. Seu corpo foi encontrado na escada da garagem, com um tiro no queixo. Depois, Francisco atirou no rosto de Ana Cecília. Ela foi encontrada morta na varanda. Em seguida, ele voltou para dentro da casa e se matou, com um tiro na cabeça, na sala de jantar.

Segundo o delegado-seccional de Jaú, Carlos Alberto Rocha Silva, a motivação do crime pode ter sido uma discussão sobre a partilha dos bens da família. "A mãe disse ao cobrador que o crime aconteceu por causa de uma briga por herança", disse. A polícia não soube dar informações precisas sobre o patrimônio da família mas, segundo o delegado Rocha Silva, a maioria do bens é formada por imóveis.

O cobrador de ônibus é a única testemunha do crime a depor na delegacia até agora. Um inquérito vai apurar o duplo homicídio e o suicídio. O delegado do 1.º DP, Euclides Francisco Salviato Júnior, disse que vai esperar Ana Maria receber alta do hospital para ouvi-la. "Falta só esclarecer a questão sobre a motivação do crime, se foi mesmo uma discussão sobre herança."

Família. Descendentes dos antigos barões do café do século 19, os Almeida Prado chegaram a Jaú há mais de 80 anos. Vários integrantes da família dão nome a ruas, escola e praça do município no interior paulista.

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