Aposentada enterrada em Itanhaém foi morta por asfixia

Conclusão foi tirada a partir do laudo do IML; apesar da empregada ter dito que agiu sozinha, polícia investiga o namorado da vítima

Zuleide de Barros , Especial para O Estado

09 de outubro de 2014 | 18h30

ITANHAÉM - A aposentada Terezinha Barbosa, de 57 anos, que foi morta e teve seu corpo enterrado no quarto de sua própria casa, morreu por asfixia, de acordo com o laudo do Instituto Médico Legal. Apesar de a empregada doméstica Lucila Barros Bezerra, de 50 anos, negar a autoria do crime, afirmando que só foi responsável pela ocultação do  cadáver, a Polícia solicitou a prisão temporária de 30 dias da funcionária, detida na última terça-feia, 7, para averiguação. Não só Lucila, mas o namorado da vítima, identificado como Mendel Sérgio Santana, de 42 anos, teve a prisão temporária decretada ontem.

Para a Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Itanhaém, não existem dúvidas de que a morte da aposentada foi motivada por dinheiro, uma vez que a empregada descontou um cheque no valor de R$ 5 mil, após o desaparecimento da vítima. Ela desapareceu no dia 3 de agosto, ocasião em que a única filha, residente na capital, solicitou o auxílio de uma amiga para procurar a mãe. A filha chegou a visitar a casa localizada no bairro Belas Artes, a fim de verificar o que estava acontecendo. Ela estranhou a ausência do carro e de dois cachorros, fato que a levou a registrar um boletim de ocorrência de desaparecimento na delegacia de Itanhaém.

Na terça-feira, os investigadores localizaram a empregada doméstica. Em seu depoimento, Lucila afirmou que a patroa teria se suicidado, por conta de uma depressão e que, apavorada, ele deu sumiço ao corpo. Disse que fez tudo sozinha: o corpo foi enterrado a uma profundidade de 2 metros abaixo do piso do quarto. O responsável ainda lançou cal sobre o corpo e cimentou o local, que também foi revestido com o mesmo piso do quarto.

A filha da aposentada, que foi gerente de uma agência do Banco do Brasil na cidade, afirmou à Polícia que não concordava com o relacionamento da mãe, porque o namorado chegou a agredí-la. Até o final da tarde de ontem, Mendel que é motorista, não foi localizado pela Polícia, apesar de ter sua prisão temporária decretada.  

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