Sergio Castro/AE
Sergio Castro/AE

Após votar, paulistano fez filas nas estradas

Eleição e tempo chuvoso adiaram saída da capital para o fim da manhã de ontem

, O Estado de S.Paulo

01 de novembro de 2010 | 00h00

Conforme o movimento diminuía nos locais de votação da capital, o congestionamento nas estradas aumentava - e muito. Em São Paulo, milhares de eleitores votaram nas primeiras horas da manhã para depois viajar. Por conta disso, o pico de movimento de saída foi no meio do feriado, entre 12h e 13h de ontem.

Enquanto 1 mil veículos usaram o Sistema Anchieta-Imigrantes entre 8h e 9h, o movimento chegou a um pico de 8.400 carros descendo às praias nesse horário. Ao meio-dia, o congestionamento na rodovia já atingia 19 quilômetros.

Na Rodovia Piaçaguera-Guarujá, o pico foi de 5 km de morosidade no mesmo período. Também por volta de 12h a Rodovia Padre Manuel da Nóbrega, que liga várias cidades do litoral sul, tinha cerca de 10 km de lentidão.

Às 11h, a concessionária Ecovias adotou a Operação Descida, que funcionou até 16h, quando o trânsito já estava normalizado e as rodovias voltaram a operar no esquema 5x5. Na operação descida (7x3), a descida da serra é feita pelas pistas Norte e Sul da Anchieta e Sul da Imigrantes. Os veículos que seguiam no sentido São Paulo tinham disponível a pista Norte da Imigrantes.

Entre 0h de sexta-feira e 17h de ontem, 172 mil veículos desceram ao litoral pela Anchieta-Imigrantes. O movimento foi abaixo do esperado pela Ecovias, que previu 415 mil veículos descendo ao litoral no feriado prolongado se houvesse sol, ou 210 mil com tempo chuvoso.

De acordo com a Ecovias, não houve acidentes graves até a tarde de ontem.

Pé na estrada. "Começou a complicar no fim da manhã, principalmente perto do pedágio. Foi um movimento bem maior que na sexta e no sábado", disse José Bispo, gerente de posto de gasolina no km 15 da Imigrantes.

No Instituto Mackenzie, em Higienópolis, zona central da capital, maior local de votação do Estado, era fácil encontrar eleitores que resolveram votar cedo para depois poder pegar a estrada. "Nem volto para casa. Trouxe as malas no carro e vai ser daqui direto para a praia", afirmou o gerente de banco Alexandre Guimarães, de 53 anos, que programou passar o fim do feriado no Guarujá e pegaria a estrada logo depois de votar. "Minha mulher e filhos já vieram junto."

Logo cedo, em postos de gasolina da capital, houve também quem reclamasse de a data das eleições cair no meio do feriado. "A gente trabalha o ano inteiro e precisa descansar, mas não pode porque tem de participar das eleições", reclamava o médico William Costa, que na manhã de ontem abastecia o carro antes de seguir para o Guarujá. "Já tinha planejado justificar ou pagar multa, mas aí quando vi a previsão do tempo mudei de ideia. Agora vou votar correndo e seguir para a praia."

No sábado, com shoppings e cinemas lotados, de fato foi possível notar pela cidade que muitos paulistanos ávidos por viajar mudaram de planos também por causa do mau tempo - ou pelo menos adiaram. "Serei a primeira a votar na minha sessão, 8h em ponto, para ir direto para a praia depois", dizia Renata Passos, estudante de Química.

Dos veículos que desceram a serra desde 0h de sexta-feira, 108.600 já haviam retornado ao planalto até 17h de ontem.

Interior. Segundo a concessionária Autoban, cerca de 396 mil veículos trafegaram no Sistema Anhanguera-Bandeirantes da 0h de sexta-feira às 13h de ontem, entre saída e chegada à capital. Neste período, houve 51 acidentes e 27 pessoas feridas. Não há registro de morte. / VITOR HUGO BRANDALISE, RODRIGO BRANCATELLI e REJANE LIMA

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