Após violência, Rio tenta manter gravação de filme

RIO

Pedro Dantas, O Estado de S.Paulo

25 de agosto de 2010 | 00h00

O Rio contabiliza os prejuízos à imagem da cidade após a invasão de traficantes armados ao Hotel Intercontinental, um dos mais luxuosos da orla de São Conrado, na zona sul carioca, na manhã de sábado. O primeiro temor é que os produtores do filme Amanhecer, continuação da saga Crepúsculo, voltem atrás na decisão de gravar na cidade. Ontem, integrantes da Rio Film Commission tentavam reverter o receio dos americanos.

"O trabalho com os produtores é de convencimento. É mais fácil explicar a cidade hoje do que há alguns anos", afirmou a secretária municipal de Cultura, Ana Luíza Lima.

O Intercontinental afirmou que já está de volta "a sua rotina operacional normal". Na segunda-feira, o hotel - que já hospedou a banda Rolling Stones - recebeu a visita do diretor da América Latina do Intercontinental Hotels Group. O executivo, cujo nome não foi divulgado, teve um encontro com o vice-governador, Luiz Fernando Pezão.

Ontem, os policiais começaram a analisar as imagens das câmeras dos condomínios próximos para identificar os traficantes que participaram do tiroteio. Os dez presos foram transferidos para a Penitenciária Federal de Porto Velho. "Transferimos porque não queremos eles aqui e para que sirvam de exemplo", disse o secretário de Segurança Pública do Rio, José Mariano Beltrame.

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