Rafael Arbex/Estadão
Rafael Arbex/Estadão

Após um ano de atraso, obras de hospital começam em até 15 dias, garante Haddad

Impasse entre Prefeitura e Metrô e falta de recursos dificultaram processo; equipamento terá 42 mil metros quadrados e 250 leitos

Juliana Diógenes, O Estado de S. Paulo

16 Junho 2015 | 18h26

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad (PT), disse na manhã desta terça-feira, 16, que o Hospital da Brasilândia, na zona norte de São Paulo, é "irreversível, ninguém mais segura" e garantiu início das obras até o fim deste mês. Previsto para agosto do ano passado, o começo da construção atrasou após impasse entre a Prefeitura e o Metrô. 

O terreno onde o equipamento de saúde será erguido, na Estrada do Sabão, no Jardim Maristela, também havia sido destinado para a futura Estação Vila Cardoso, da Linha 6-Laranja do Metrô, construída e operada pela iniciativa privada, por concessão. Prefeitura de São Paulo e governo do Estado entraram em acordo para compatibilizar os dois equipamentos. 

Outro impasse para a construção do hospital foi a falta de recursos. Para pagar o Hospital da Brasilândia, Haddad vendeu o terreno onde funciona o Hospital São Camilo, na Rua Voluntários da Pátria, em Santana. 

"Alienamos o hospital, que era de propriedade municipal e estava concedido. O hospital fez a oferta para a compra e, com isso, nós temos os recursos para iniciar o Hospital da Brasilândia. Vai começar em junho, conforme eu previ", afirmou.

O valor entrou nos cofres públicos há quatro dias. Na última sexta-feira, 12, a Prefeitura captou os R$ 75 milhões referentes à venda do terreno do São Camilo, verba que será destinada às obras da unidade de saúde. "Os recursos estão garantidos agora. É irreversível o Hospital da Brasilândia. Ninguém mais segura." 

O edital de licitação do novo hospital, lançado em setembro do ano passado, previa investimentos de R$ 244 milhões. O equipamento terá área construída de 42 mil metros quadrados e contará com 250 leitos, incluindo 40 de Unidade de Tratamento Intensivo (UTI).

"Vai afetar toda a zona norte positivamente, diminuindo a pressão sob outros hospitais existentes", afirmou Haddad, que se queixou da dificuldade em dar início a obras. "O que é difícil hoje é começar uma obra. É um parto. Depois que você começa, você termina." 

Outros hospitais. Haddad prometeu entregar, até o fim do ano, a reforma do Hospital da Vila Santa Catarina, antigo Santa Marina, comprado em 2013, no Jabaquara, zona sul. O Hospital de Parelheiros teve as obras iniciadas em fevereiro e tem previsão de conclusão para o fim de 2016. A gestão Haddad ainda se comprometeu, em seu Plano de Metas, a construir um hospital na Vila Matilde (zona leste).

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