Após tumulto, 'bazar do Abadía' funciona só para cliente 'vip'

Cerca de 5 mil pessoas ficaram do lado de fora do evento; Polícia Federal usou gás de pimenta contra tumulto

Valéria França, O Estado de S. Paulo

08 de abril de 2008 | 15h59

Cerca de 200 cidadãos de sorte, que conseguiram entrar pela entrada social do Jockey Clube de São Paulo, participaram do bazar com os bens do megatraficante colombiano Juan Carlos Ramírez Abadía, nesta terça-feira, 8. Os privilegiados conseguiram escapar do tumulto na entrada do evento . Por volta das 14 horas, as portas do Jockey precisaram ser fechadas e a Polícia Federal apelou para o gás de pimenta para controlar o tumulto.   Veja também: Os itens à venda no bazar    Segundo as primeiras informações da Polícia Militar, cerca de 5 mil estavam no portão 6A, tentando entrar ao mesmo tempo, causando tumulto e prejudicando o trânsito de veículos na região. Os reflexos podiam ser sentidos na Marginal do Pinheiros e na Avenida Lineu de Paula Machado. Os PMs que estavam no local receberam reforço para organizar a entrada gratuita dos consumidores. A Fundação Julita, uma das entidades organizadoras do evento, ainda não se pronunciou sobre o ocorrido.    O bazar mostra os bens que o megatraficante tinha e que ele bem sabia como levar uma vida de 'bon vivant'. Tinha uma belíssima mansão com cinco suítes e piscina aquecida. Geladeira importada, carros importados, bicicletas importadas, 20 televisões de plasma importadas, lençóis e travesseiros, claro, importados. Também tinha quilos de jóias, roupas e sapatos que mal saíram da caixa. E até uma coleção de bonequinhas Hello Kitty para ajudar a compor a imagem de milionário excêntrico. Ainda não se sabe se o bazar vai ser mantido nos próximos dias. A previsão inicial era de que até domingo, das 12 às 20 horas, quem quisesse ter um gostinho da fortuna, da extravagância e da vida de rei que Abadía levava em São Paulo e podedia ter em casa alguns dos quase 2 mil bens que pertenciam ao colombiano. O dinheiro arrecadado seria encaminhado a entidades filantrópicas - o bazar contava com 19 salas repletas de badulaques de luxo, como 260 pares de sapatos femininos (números 36, 37 e 38), ternos, vestidos, meia centena de óculos de sol femininos, eletrodomésticos sem uso e móveis dignos de revista de decoração. Tudo com um desconto camarada (até as cuecas de Abadía foram parar no Jockey Club e custariam R$ 1).

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