Após tragédia, Hopi Hari reabre esvaziado

Parque ficou fechado por 23 dias em função de acordo com o MP. Para visitantes, medidas de segurança aumentaram após a morte de Gabriella

ROSE MARY DE SOUZA, ESPECIAL PARA O ESTADO, CAMPINAS, O Estado de S.Paulo

26 Março 2012 | 03h04

O parque de diversões Hopi Hari, em Vinhedo, reabriu às 11 horas de ontem. Houve filas na entrada. Passadas duas horas do início das atividades, apenas um terço das 5 mil vagas do estacionamento, no entanto, estava ocupado por carros e ônibus de excursão.

Após passar 23 dias fechado, o parque voltou a receber público em um domingo ensolarado. Grupos de familiares, amigos e namorados, alheios ao acidente que causou a morte de Gabriella Nichimura, de 14 anos, filha de um casal que morava no Japão, foram ao parque.

Priscila, Giuliano, Jorge, Tatiane e Vanessa saíram de Jundiaí, a 50 km de Vinhedo, e passaram o dia de ontem no Hopi Hari. O grupo já esteve outras vezes no parque e, por isso, decidiu voltar mesmo após o acidente. "Houve um erro, acontece. Agora sabemos que vai ter mais segurança, eles vão treinar mais os funcionários", disse Priscila, que levou os dois filhos menores.

Vistoria. No período em que estiveram fechados ao público, os brinquedos passaram por vistorias técnicas acompanhadas por peritos do Ministério Publico Estadual (MPE). A reabertura do Hopi Hari foi condicionada à adoção de mais rigor na segurança do local.

Mesmo com a autorização para o funcionamento, três atrações permaneceram fechadas, entre elas La Tour Eiffel, a única sem previsão de reabertura. Foi nesse brinquedo que ocorreu o acidente com Gabriella no dia 24 de fevereiro - a adolescente caiu de um assento cuja trava de segurança se soltou.

Além da torre, também permaneceram fechados o Simulakron, um cinema em três dimensões que leva o espectador a se balançar e girar em uma poltrona. De acordo com a MPE, para melhorar a segurança do usuário no brinquedo, é preciso câmeras de infravermelho. O terceiro brinquedo é o West River Hotel, que teria saídas limitadas, o que, segundo o MPE, poderia trazer riscos aos visitantes.

Segurança. De acordo com a promotora Ana Beatriz Sampaio Silva Vieira, se forem seguidas as determinações do MPE, "o parque estará seguro". O descumprimento de qualquer uma das 21 cláusulas do acordo assinado pelo parque com o MPE implicará multa diária de R$ 95 mil a ser revertida ao Fundo Especial de Reparação dos Interesses Difusos Lesados.

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