Juliana Paranhos/Estadão
Juliana Paranhos/Estadão

Após tornado, prefeito de Taquarituba decreta estado de calamidade pública

Duas pessoas morreram e 64 ficaram feridas; em visita à cidade, Alckmin prometeu ajuda

José Maria Tomazela, enviado especial, O Estado de S. Paulo

23 de setembro de 2013 | 14h10

 TAQUARITUBA - O prefeito de Taquarituba, Miderson Milléo (PSDB), decretou estado de calamidade pública na cidade, atingida por um tornado no domingo, 22. O fenômeno, com ventos de até 150 km/h, segundo institutos de meteorologia, deixou dois mortos, 64 feridos e ao menos 150 casas danificadas. Mais de 300 pessoas estão desalojadas e 50, desabrigadas, segundo a Defesa Civil.

O governador Geraldo Alckmin (PSDB), que percorreu na tarde de segunda-feira, 23, as áreas mais atingidas, prometeu recursos financeiros para recuperar prédios públicos destruídos e linha de crédito para atender mais de 30 indústrias atingidas.

Pelo menos 80 postes caíram ou entortaram, deixando parte da cidade sem energia. O terminal rodoviário, uma escola, um entreposto agrícola e um centro esportivo foram destruídos. O fórum e uma unidade de saúde tiveram danos no telhado.

"A Defesa Civil já está aqui, prestando o auxílio mais imediato. Vamos dar apoio para reerguer os equipamentos públicos e apoiar no que for possível a reconstrução da cidade", disse o governador. O prefeito informou que o município precisa de pelo menos 30 dias para contabilizar os prejuízos.

O fenômeno rasgou a área urbana de Taquarituba de norte a sul. O mecânico Marcel Ribeiro dos Santos viu o cone branco se aproximando e o posto de combustível em que acabara de abastecer o carro ser levado pelos ares. "Na hora pensei na minha oficina. Perdi o prédio, máquinas e os carros dos clientes, um prejuízo de mais de R$ 120 mil." Pedro Moreira, de 67 anos, descreveu como um "ronco de turbina" o turbilhão que levou embora o telhado, móveis e paredes da casa. No ponto em que o cone de vento tocou o chão, eucaliptos gigantescos foram arrancados pela raiz. No distrito industrial, galpões e silos viraram montes de ferro retorcido.

Um grupo de rapazes jogava bola no centro esportivo que desabou e quase todos conseguiram se abrigar a tempo. Edson Matheus Pereira, de 21 anos, saiu do abrigo e foi atingido por uma viga. Em seu velório, ontem, familiares contavam que ele voltou para socorrer um menino de 10 anos, que tinha sido derrubado pelo vento. A outra vítima, Jamil Francisco da Silva Soares, de 54 anos, dirigia o ônibus da empresa Transfronteira que "decolou" do chão, caindo 30 metros adiante.

O vendaval não poupou casas de alto padrão na Avenida Capitão Eugênio Gabriel. O telhado da casa de Paulo Garbelotto, de 22 anos, foi arrancado e as paredes caíram em blocos.

Na segunda-feira, os moradores começavam a remoção de escombros, mas a chuva atrapalhava a retomada da rotina.

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