Após toque de recolher, Parque Edu Chaves retoma rotina

Ônibus circulam e a maioria dos comerciantes decidiu abrir as portas no bairro da zona norte

Laura Maia, O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2013 | 17h03

SÃO PAULO - Um dia após o toque de recolher nos bairros Parque Edu Chaves e Jardim Brasil, na zona norte de São Paulo, o clima é de menos medo entre os moradores na região.

Ônibus circulam e a maioria dos comerciantes decidiu abrir as portas. "Ontem (terça) existiu uma ordem para fecharmos, mas hoje decidimos abrir", afirmou a proprietária de uma loja de sapatos, que havia retirado todo o estoque do estabelecimento.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação, as escolas funcionaram normalmente. Mas alguns pais ainda estavam com medo. "Hoje eu levei minha filha na aula, mas ela disse que havia poucos alunos porque os pais decidiram não levar", disse una moradora do Jardim Brasil que preferiu não se identificar.

O proprietário da Lakau, que teve dois estabelecimentos saqueados no domingo e na segunda-feira, acompanhava a reforma da porta da loja na Avenida Edu Chaves. "Eu estou trocando portas e colocando barras de proteção. Tive de 50% a 60% de mercadorias furtadas. Ainda não consegui contabilizar todo o prejuízo", disse Zelito Alves, de 55 anos

Ele afirmou que só abrirá as portas quando tiver mais segurança. "Estou pensando em fechar a Lakau da Roland Garros. A loja existe há 26 anos e já foi assaltada 25 vezes. Estou muito desanimado".

Segundo o proprietário, lojistas que tiveram prejuízo na região estudam entrar com uma ação contra o Estado. "Esse tipo de coisa não pode acontecer", disse Zelito.

Policiamento. Muitas viaturas e motos ainda circulam na região. PM, Rocam e Força Tática estão no local. Entretanto, mesmo com o policiamento reforçado, a população está em alerta. "Por enquanto parece só boato, mas fica um disse não disse que a gente nunca sabe", afirmou uma moradora do Jardim Brasil.

Os violentos protestos no domingo e na segunda-feira começaram após a morte de Douglas Martins Rodrigues, de 17 anos, baleado por um PM

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