Mônica Reolom/Estadão
Mônica Reolom/Estadão

Após tentativa de estupro, Poli-USP pode voltar a propor catracas

Aluna foi atacada no banheiro da faculdade; há seis anos, estudantes rejeitaram restrição de acesso

Mônica Reolom, O Estado de S. Paulo

09 de outubro de 2013 | 10h59

SÃO PAULO - A Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) pode voltar a propor a colocação de catracas na entrada dos prédios, no câmpus Butantã, após a tentativa de estupro de uma aluna de Engenharia de Produção na manhã de terça-feira, 8. "A restrição de acesso, com a implantação de catracas, poderá ser proposta novamente, já que há cerca de seis anos os próprios alunos vetaram a ideia", afirma a nota divulgada pela Poli.

Ainda segundo a nota, a aluna agredida poderá requerer um segurança "particular". "Caso a aluna se sinta ameaçada, ele (o diretor da Escola Politécnica da USP, prof. José Roberto Cardoso) também colocará à disposição um segurança". O banheiro feminino, localizado perto das escadas e nos fundos do departamento, será transferido para um local "onde haja maior trânsito de pessoas".

Assim que o boletim de ocorrência, registrado no 93° DP (Jaguaré), for encaminhado para a diretoria da Poli, o diretor afirma que será aberta uma sindicância interna para apurar eventuais omissões, "já que a segurança dos alunos é dever da escola". A aluna foi encaminhada para o Hospital Universitário com ferimentos leves e o diretor da escola esteve no local para lhe dar apoio.

A segurança no câmpus é privada, mas no interior dos prédios a vigilância é de responsabilidade de cada unidade. "A Escola Politécnica possui 141.500 m² de área edificada. Guardas e câmeras de segurança são utilizados para manter a segurança interna", diz a Poli.

O caso está sendo investigado pelo 93º DP. Até as 11h, o suspeito não havia sido identificado.

Plebiscito. Em junho do ano passado, a Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade (FEA) da USP aprovou em plebiscito a instalação de catracas nas entradas do prédio. O projeto de instalação das roletas ganhou força depois que um estudante de 24 anos foi assassinado no estacionamento da unidade, em maio de 2011.

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