Rafael Arbex / ESTADAO
Rafael Arbex / ESTADAO

Após TCM, Ministério Público tenta barrar concessão do Pacaembu

Pedido foi anexado a uma ação movida por moradores; Prefeitura diz que edital seguiu todas as normas necessárias

Bruno Ribeiro, O Estado de S.Paulo

25 Agosto 2018 | 03h00

 O Ministério Público Estadual (MPE) ingressou com pedido de liminar na Justiça para impedir a concessão do Estádio do Pacaembu, na zona oeste de São Paulo, à iniciativa privada. O pedido foi anexado a uma ação civil pública que já está em andamento, proposta pela Associação Viva Pacaembu (que reúne moradores do bairro). O processo está suspenso desde a semana passada, quando o Tribunal de Contas dos Município (TCM) paralisou a concessão – a ação só será retomada após esclarecimentos. 

A manifestação do MPE atendeu ao pedido da juíza Maria Gabriella Spaolonzi, da 13.ª Vara da Fazenda da Capital, que analisa a ação, e havia solicitado a manifestação do órgão para “prosseguimento regular do feito”. Pedir parecer do MPE é procedimento de praxe. 

O processo foi paralisado pelo TCM na véspera da data de abertura dos envelopes com as propostas comerciais das empresas e a juíza deu o tema por “prejudicado”, uma vez que não há mais data para a concessão. A Prefeitura chegou a receber as propostas no dia 16, mas acatou o pedido do tribunal e não abriu os envelopes. 

Há expectativa de que o assunto seja debatido no plenário do TCM na próxima quarta-feira e o processo possa ser retomado. Ao ocorrer isso, a Justiça voltará a analisar caso, e também pode barrar a concessão ou liberá-la, segundo o que decidir a juíza.

Além de TCM e Justiça, a Prefeitura lida ainda com oposição ao projeto vinda do governo do Estado, que tem a propriedade do terreno em que o estádio foi construído. 

Em nota, a Prefeitura disse que “o edital de concessão foi elaborado seguindo normas estabelecidas a partir da análise já feita pelos órgãos de proteção ao patrimônio histórico”. “Além disso, o edital é explícito sobre a necessidade de preservar os bens tombados.” A Prefeitura diz que vai se manifestar sobre o pedido do MPE e lembra que este foi feito no âmbito de uma ação que já teve liminar negada pela Justiça.

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