Após suspeita ligação ao PCC, advogada tem prisão preventiva

Adriana Telini Pedro, indiciada por tentativa de latrocínio e formação de quadrilha, está foragida

Brás Henrique, de O Estado de S. Paulo,

03 de março de 2008 | 16h02

A advogada Adriana Telini Pedro, de 36 anos, indiciada por tentativa de latrocínio e formação de quadrilha, teve a sua prisão preventiva decretada pelo juiz da 1ª Vara Criminal de Franca, na região de Ribeirão Preto, Wagner Carvalho Lima na sexta-feira, 29. Desde então, Adriana, seu noivo Luciano dos Santos Gonçalves e outros dois participantes do crime, Robson de Souza Rocha e Marcelo Steffen Russo estão foragidos.  Veja também:Advogada suspeita de ligação com crime organizado volta a trabalharAcusada de ligação ao PCC diz sofrer perseguição da polícia Todos participaram de um roubo de jóias - avaliadas em cerca de R$ 120 mil - em 21 de janeiro, quando ela atraiu comerciantes ao seu escritório. As jóias que o grupo levava foram roubadas na saída, por uma dupla de moto. Adriana também já foi investigada há dois anos por ligação com a facção Primeiro Comando da Capital (PCC). Adriana ficou presa durante dez dias, temporariamente. Seu Gonçalves foi ouvido pela polícia, assim como a secretária da advogada, Bruna Cristina de Matos, de 19 anos.  O delegado Márcio Garcia Murari, adjunto da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), pediu a prisão de todos os envolvidos, mas o juiz não decretou a prisão de Bruna, que teria participação menor no crime. Os crimes envolvendo a advogada Adriana foram comprovados por ligações telefônicas.  Em 2005, escutas telefônicas autorizadas pela Justiça levaram a polícia a descobrir que ela passava informações de seus clientes a criminosos, para assaltos.

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