ALEX SILVA / ESTADAO
ALEX SILVA / ESTADAO

Após série de ações, mortes de motociclistas caem em SP; atropelamentos sobem 2,8%

Relatório anual da CET mostra ainda aumento de mortes de ciclistas na capital

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

29 de maio de 2020 | 12h01

SÃO PAULO - Depois de São Paulo proibir o trânsito de motocicletas na pista expressa da Marginal do Pinheiros, no ano passado, o ano de 2019 fechou com uma queda de 18,6% nas mortes de motociclistas em São Paulo e uma queda geral de 6,8% nas mortes em acidentes de trânsito, na comparação com 2018, indo de 849 para 791 óbitos. O Relatório Anual de Acidentes de Trânsito, da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET), será divulgado nesta sexta-feira, 29. Por outro lado, depois de cinco anos consecutivos, o número de mortes de pedestres teve alta, de 2,8%, e aumento também de 19 para 31 casos de ciclistas que morreram em acidentes.

O relatório é produzido anualmente pela CET desde 2005 com base em dados dos serviços de Saúde municipal e estadual, da Polícia Civil e da própria CET.

O número de motociclistas mortos em acidentes de trânsito havia crescido em 2018. Naquele ano, pela primeira vez desde que os dados são contabilizados, o número de mortes de moto havia sido maior do que a morte de pedestres. Foram 366 motoqueiros que perderam a vida. Em 2019, foram 297.

Além da restrição ao trânsito de motos na Marginal do Pinheiro, que atingiu a pista expressa sentido Rodovia Castelo Branco, a CET também fez as empresas de aplicativo de entregas assinarem um termo em que elas se comprometeram a não fazer campanhas para premiar motociclistas que faziam muitas entregas.

Essa prática é proibida por lei federal, uma vez que acabam estimulando os motociclistas a correr e, assim, os expõem a acidentes mais graves. Em 2018, iFood, Uber Eats, Rappi e Loggi adotavam a prática, mesmo com a proibição, mas abandonaram o procedimento.

Neste ano, dados preliminares colhidos pelo governo do Estado, que ainda estão sendo contabilizados pela Prefeitura e só serão finalizados no ano quem, também indicam aumento de mortes de motociclistas no período da pandemia, quando os serviços de delivery também tiveram aumento.

No caso dos ciclistas, a CET reconhece que aumento de 63% “chama a atenção para uma maior conscientização no trânsito” e destaca que, nas medições feitas pela companhia, houve aumento de ciclistas nas ruas no ano passado, mas em um percentual menor, de 16%. Por nota, a companhia afirma que “os motoristas de veículos motorizados devem estar ainda mais atentos em preservar a vida dos que estão em modais mais frágeis e dos que são mais vulneráveis no viário”.

A Prefeitura está reformando 310 quilômetros de ciclovias e construindo outros 173 quilômetros. A meta da gestão Bruno Covas (PSDB) é aumentar a malha cicloviária de 503 para 676 quilômetros de extensão.

No caso dos pedestres, a CET continua, neste ano, um programa de reprogramação do tempo de duração dos semáforos da cidade, que aumenta em 20% o tempo de travessia para os pedestres nos cruzamentos. Até aqui, 43 corredores viários da cidade já receberam o serviço. Outros sete devem ter a reprogramação feita ainda neste ano. 

 

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