Após reunião entre sindicato e patrões, ônibus voltam a circular em SP

Paralisação teve início às 12h de terça-feira, 17, e afetou cerca de 1,5 milhão de pessoas; funcionários reivindicavam propostas de melhorias, como aumento de salário

Marcela Gonsalves e Pedro da Rocha, do estadão.com.br,

18 de maio de 2011 | 00h07

SÃO PAULO - Após reunião entre dirigentes do Sindicato dos Motoristas de Ônibus de São Paulo e o setor patronal, na noite desta terça-feira, 17, os trabalhadores resolveram pôr fim à paralisação que ocorre desde as 12 horas de terça-feira, 17. Os dirigentes do sindicato defenderam, em reunião às 16 horas desta quarta-feira, 18, as propostas de melhorias apresentadas pelos donos das empresas de ônibus.

 

Segundo a assessoria do sindicato, o setor patronal ofereceu aumento salarial de 8%; vale-refeição de R$ 13; plano de cargos e salários para os funcionários de manutenção; adicional insalubridade para motoristas, a ser pago a partir de fevereiro de 2012; bônus de R$ 250 para os motoristas de veículos biarticulados que trabalham sem um cobrador.

 

A suspensão das negociações entre os donos das empresas e os trabalhadores culminaram em uma paralisação desde as 12h de terça-feira, 17. As atividades foram suspensas em cerca de 32 garagens de ônibus em São Paulo, ou seja, os ônibus recolhidos com falhas mecânicas ou após o último horário de pico não voltaram a circular durante o resto do dia.

 

Segundo o Sindicato dos Motoristas, aproximadamente dois mil ônibus, ou 1/4 da frota, não voltaram a circular no horário de pico da tarde.

 

Eles calculam que cerca de 1,5 milhão de passageiros tenham sido afetados. Já a SPTrans afirmou que 1.200 carros não operaram e que nenhum usuário foi afetado, uma vez que todas as linhas estavam funcionando, apenas com intervalos maiores entre um veículo e outro.

 

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