Após recorde de lentidão, SP vive manhã de trânsito carregado

Kassab diz ter sugerido investimento federal para ampliar o metrô e diminuir problemas na capital

Paulo R. Zulino e Carolina Freitas, estadao.com.br e Agência Estado

14 de março de 2008 | 10h19

Um dia depois de a Prefeitura de São Paulo anunciar um pacote de medidas para tentar melhorar o trânsito, a capital continuou enfrentando, nesta sexta-feira, altos índices de congestionamento - o que atrapalha e muito a vida do motorista. Depois de registrar às 19 horas de quinta, o maior índice de congestionamento desde 1999 - 221 quilômetros - a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) registrou, às 10 horas desta sexta, 119 quilômetros de lentidão em toda a capital paulista.  VEJA TAMBÉMAcompanhe a situação do trânsito em SP agoraPesquisadores mostram como se forma o trânsito  Para especialistas, caminhões 'dão nó' nas ruasO trânsito, para você, tem piorado? Opine  Os piores trechos enfrentados pelos motoristas são as marginais. Na Tietê, quem segue no sentido Lapa/Penha encontra, pela pista local, 7,7 quilômetros de morosidade, desde a Ponte Nova Fepasa até a Rua José Gomes Falcão. Os que trafegam pela via expressa da Marginal Tietê, no mesmo sentido, têm de superar sete quilômetros de congestionamento entre a Ponte Nova Fepasa e a Ponte do Limão. Na Marginal do Pinheiros, os problemas acontecem, no sentido Jaguaré/Santo Amaro, via expressa, desde a Rodovia Castello Branco até a Ponte Cidade Universitária, perfazendo 5,6 quilômetros de tráfego lento. Na noite de quinta-feira, o prefeito de São Paulo afirmou que pode vir do governo federal o socorro para expandir o metrô de São Paulo e ajudar a diminuir os problemas enfrentados diariamente no trânsito da capital. Kassab afirmou que propôs ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva uma ajuda financeira para viabilizar novas . "Eu dei, junto com o governador José Serra, a idéia ao Lula de que o governo federal invista no metrô", contou Kassab. "E o presidente gostou da idéia." Segundo Kassab, a ajuda viria na forma de um convênio entre a Prefeitura, governo do Estado e a Presidência. O prefeito deu como exemplo um auxílio de R$ 150 milhões mensais por parte de Lula, com contrapartida de mais R$ 50 milhões da cidade e a manutenção dos atuais R$ 100 milhões estaduais. No total, haveria R$ 300 milhões por mês disponíveis para o metrô "Isso beneficiaria toda a Região Metropolitana de São Paulo, ou seja, mais de 20 milhões de pessoas", afirmou Kassab. "Teríamos a certeza de quase triplicar a nossa malha metroviária."

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