Após reclamações, Prefeitura muda ciclofaixa de Moema

CET cede a pressões de moradores e clientes de lojas do bairro e troca o lado permitido para estacionamento nas ruas

BRUNO RIBEIRO, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2012 | 03h34

Estacionar o carro nas ruas de Moema, na zona sul de São Paulo, deve trazer menos preocupações e riscos para motoristas e ciclistas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) cedeu às pressões de moradores e clientes de lojas do bairro e mudou o lado de estacionamento da Zona Azul nas ruas que receberam a ciclofaixa, ativa desde novembro de 2011.

A parada, agora, não será mais ao lado da rota exclusiva para ciclistas, à direita do sentido das ruas, mas na esquerda, oposta às faixas para bicicletas.

A CET afirmou em nota que a mudança foi decidida após uma pesquisa de opinião feita no bairro e de um fórum que reuniu técnicos da companhia, cicloativistas e moradores. "O novo projeto traz um incremento de vagas, bem como a implementação de vagas para idosos, deficientes físicos, carga e descarga (Zona Azul Caminhão) e bolsões para motos, de forma a atender moradores, usuários e comerciantes da região" diz a nota.

A mudança criou mais 53 vagas de Zona Azul no bairro - que ficou, ao todo, com 200 vagas. As mudanças ocorreram nas Avenidas Rouxinol, Aratãs e Iraí e na Rua Pavão. Outra alteração foi a criação de 16 bolsões de estacionamento gratuito para motocicletas, totalizando cem vagas. "Vale ressaltar que, em razão das alterações efetuadas, recomendamos aos usuários uma maior atenção quanto à nova regulamentação de sinalização. Nos locais em que as placas já foram colocadas a Zona Azul já está valendo", diz a CET.

Perigos. A ciclofaixa de Moema tem 3,3 quilômetros e foi inaugurada em meio a muita polêmica. "Aquilo estava ridículo", diz a presidente da Associação de Moradores de Moema, Rosangela Lurbe. Segundo ela, "metade do bairro ama, metade odeia", por causa dos riscos tanto para quem anda de bicicleta, e podia ser surpreendido por uma porta de carro sendo aberta, quanto para os carros, que paravam no meio da rua. "Ainda há mudanças. As Alameda dos Nhambiquaras e dos Maracatins precisam de Zona Azul, porque são centros comerciais", diz Rosangela, que também cobra a promessa de bolsões gratuitos na região.

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