Após reclamações, Prefeitura muda ciclofaixa de Moema

CET cede a pressões de moradores e clientes de lojas do bairro e troca o lado para estacionamento

Bruno Ribeiro, O Estado de S. Paulo

24 Abril 2012 | 23h13

SÃO PAULO - Estacionar o carro nas ruas de Moema, na zona sul de São Paulo, deve trazer menos preocupações e riscos para motoristas e ciclistas. A Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) cedeu às pressões de moradores e clientes de lojas do bairro e mudou o lado permitido para estacionamento nas ruas que receberam a ciclofaixa, ativa desde novembro de 2011. A parada, agora, não será mais ao lado da rota exclusiva para ciclistas, à direita do sentido das ruas, mas na esquerda, oposta às faixas.

A CET afirmou em nota que a mudança foi decidida após uma pesquisa de opinião feita no bairro e de um fórum que reuniu técnicos da companhia, cicloativistas e moradores. "O novo projeto traz um incremento de vagas, bem como a implementação de vagas para idosos, deficientes físicos, carga e descarga (Zona Azul Caminhão) e bolsões para motos, de forma a atender moradores, usuários e comerciantes da região" diz a nota.

A mudança criou mais 53 vagas de Zona Azul no bairro - que ficou, ao todo, com 200 vagas. As mudanças ocorreram nas Avenidas Rouxinol, Aratãs, Iraí e Pavão. Outra alteração foi a criação de 16 bolsões de estacionamento para motocicletas, totalizando cem vagas. Nesses bolsões a parada de motos não será cobrada.

"Vale ressaltar que, em razão das alterações efetuadas, recomendamos aos usuários uma maior atenção quanto à nova regulamentação de sinalização. Nos locais em que as placas já foram colocadas a Zona Azul já está valendo", diz o texto enviado pela CET.

Perigos. A ciclofaixa de Moema tem 3,3 quilômetros e foi inaugurada em meio a muita polêmica. A principal crítica de moradores e comerciantes é que, da forma como foi criada, a rota exclusiva fazia com que os carros parassem no meio da rua. E que o movimento de abertura das portas dos veículos trazia riscos tanto para os donos de carros, que poderiam ser "atropelados" por ciclistas, quanto para os próprios condutores de bicicletas - que poderiam ser surpreendidos por uma porta sendo aberta inesperadamente.

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