FELIPE RAU/ESTADÃO
FELIPE RAU/ESTADÃO

Após queixas, SP terá rodízio de bailes funk

Modelo prevê controle de acesso do público, horário de início e término, além da dispersão, já aplicada, por exemplo, no carnaval 

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

01 Abril 2015 | 19h09

Após várias reclamações de moradores e até registro de confrontos com a Polícia Militar, a Prefeitura de São Paulo e o governo do Estado querem regularizar os chamados “pancadões”, os bailes funk de rua. O modelo pretendido pela gestões Fernando Haddad (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB) prevê rodízio entre áreas que recebem os eventos, controle de acesso do público, horário de início e de término, além da dispersão que já foi aplicada, por exemplo, no carnaval. 

“Segue o mesmo modelo da Vila Madalena. O local para o pancadão será previamente definido e dentro do perímetro haverá um cerco da PM e da CET, para que não entre bebida irregular, drogas nem veículos com a música alta”, afirmou o secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, que apresentou a proposta nesta quarta-feira, 1º, ao lado da vice-prefeita Nádia Campeão.

Geralmente organizados pelas redes sociais, os pancadões têm sido uma dor de cabeça para vários moradores da capital. Foram mapeados 440 locais em que os eventos acontecem com frequência. Só nos três primeiros meses deste ano, foram registradas 4.465 reclamações - cerca de 50 por dia. Ao todo, 144 pessoas foram presas e 54 adolescentes, apreendidos. Houve também 20 confrontos com a PM. Os custos das operações policiais somam R$ 1,5 milhão.

Os pancadões deverão ser encerrados entre 22 horas e meia-noite, e o público deve ficar limitado em até 7 mil pessoas. A ideia é dividir a capital em 11 áreas, cada uma com, no máximo, dois bailes funk por mês. Nas áreas, vão ser escolhidos campos de futebol, praças ou ruas. “De forma a demorar seis meses para repetir o mesmo lugar”, explicou o secretário municipal de Promoção da Igualdade Racial, Antônio Pinto. 

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