Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Após protestos, Prefeitura manterá 27 árvores no entorno do estádio do Palmeiras

Tipuanas na Avenida Francisco Matarazzo corriam risco de ser cortadas para dar mais lugar a carros; dois exemplares serão cortados e um transplantado

Caio do Valle, O Estado de S. Paulo

20 de setembro de 2013 | 12h05

SÃO PAULO - Depois de um imbróglio que durou meses, a maior parte das árvores do canteiro central da Avenida Francisco Matarazzo, na zona oeste da capital paulista, continuará plantada e não será afetada pelas obras do novo estádio do Palmeiras. É o que estabelece uma decisão da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA) publicada nesta sexta-feira, 20, no Diário Oficial da Cidade. Ao todo, 27 das 30 tipuanas existentes no local seguirão sombreando a via, como fazem há décadas. Duas, no entanto, serão cortadas e uma transplantada.

Originalmente, a Prefeitura decidiu autorizar a remoção das plantas para dar espaço a mais uma faixa de rolamento para automóveis. Tratava-se de uma tentativa para mitigar o impacto no trânsito que a nova arena deverá provocar. Em julho, moradores e comerciantes da região, enfurecidos com a proposta, realizaram um protesto pedindo que a gestão do prefeito Fernando Haddad (PT) revogasse a medida.

A voz das ruas foi ouvida e, agora, a Sociedade Esportiva Palmeiras terá que preservar 27 árvores, cercando-as com "tapume e escoramento, visando à integral proteção de sua parte aérea e de seu sistema radicular".

Além disso, o clube terá que plantar 12 mudas de três centímetros na Praça Washington Barros Monteiro, na Barra Funda, e outras quatro de 5 cm dentro de seu próprio terreno. Conforme o Termo de Compromisso Ambiental (TCA), firmado com a Prefeitura, "se constatado que o espécime plantado sofreu danos ou morreu por descumprimento das normas técnicas para preservação", o Palmeiras "estará sujeito ao enquadramento de sua conduta como infração administrativa".

Técnicos da Divisão Técnica de Proteção Ambiental (DPAA) deverão acompanhar o transplante de uma das árvores. Se ela não sobreviver depois da remoção por descumprimento de alguma norma, o clube pagará multa.

O novo estádio palmeirense, em construção pela empreiteira WTorre, deve ser entregue no primeiro semestre do ano que vem.

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