Após protestos, MTST se reúne com secretário e governador de São Paulo

Durante encontro, ficou acertada a análise de problemas de abastecimento de água em regiões do M'Boi Mirim e a extensão do metrô até o Jardim Ângela, na zona sul

Victor Vieira, O Estado de S. Paulo

22 de janeiro de 2014 | 17h42

Após protesto na região do Morumbi, na zona sul de São Paulo, nesta quarta-feira, 22, integrantes do Movimento de Trabalhadores Sem Teto se reuniram com o governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o secretário estadual de Habitação Sílvio Torres. Segundo a Polícia Militar, pelo menos seis mil pessoas participaram da marcha. Nos cálculos dos manifestantes, o número foi superior a oito mil.

Entre as principais reivindicações dos manifestantes, estão maior aporte de verbas do governo estadual ao programa federal Minha Casa, Minha Vida e aumento na quantidade de famílias atendidas pelo bolsa aluguel. No início da manhã, as marchas saíram do terminal João Dias, na zona sul, e do Largo do Taboão, na região metropolitana, e se reuniram perto do estádio do Morumbi. Por volta das 13 horas, coordenadores do movimento foram atendidos por representantes do governo

Acordos. Torres garantiu que, caso indicado pelos estudos da Caixa Econômica Federal, o governo do Estado aumentará o repasse para a construção de casas destinadas aos moradores da ocupação Chico Mendes, em Taboão da Serra. O secretário também prometeu apoio financeiro aos estudos técnicos ambientais do terreno da antiga ocupação Novo Pinheirinho, em Embu das Artes, na região metropolitana, e para a construção de moradias para moradores da Nova Palestina, ocupação com 8 mil famílias na zona sul de São Paulo.

Na reunião entre manifestantes e governo ainda ficou acertada a análise, pela Sabesp, dos problemas de abastecimento de água em algumas regiões do M'Boi Mirim e a extensão do metrô até o Jardim Ângela, ambos no zona sul. O encontro, que durou mais de duas horas, também contou com a participação do secretário da Casa Civil, Edson Aparecido.

Pouco antes das 17h, os manifestantes começaram a se dispersar na Praça Roberto Gomes Pedrosa, em frente ao estádio do Morumbi, onde esperavam informações do encontro de negociação. O grupo ameaçava subir até o Palácio dos Bandeirantes caso não houvesse acordo.

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