Alex Silva/AE
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Após protesto contra Alckmin, cinco manifestantes continuam presos

Na noite de terça, houve confronto com policiais e depredações e 20 pessoas foram detidas

Barbara Ferreira Santos, O Estado de S. Paulo

31 Julho 2013 | 11h15

Atualizado às 12h20.    

 

SÃO PAULO - Dos 20 detidos nessa terça-feira, 30, no protesto contra a gestão Geraldo Alckmin (PSDB) e pela desmilitarização da Polícia Militar, cinco continuam presos - quatro homens e uma mulher.  Ainda na noite de terça, o grupo foi encaminhado ao 14º DP, em Pinheiros, para averiguação.

 

Thiago Carvalho Frias, de 31 anos, os estudantes Francisco de Campos Lopes e Nicolas Gomes de Deus, ambos de 20, e Bruno Torres Mendes, de 19 anos, foram levados ao 91º DP (Ceasa) e encaminhados, na manhã desta quarta-feira, 31, ao Centro de Detenção Provisória de Pinheiros. A estudante Andresa Macedo dos Santos, de 19 anos, foi levada ao 89º DP e transferida para a Penitenciária Feminina de Franco da Rocha.

 

Segundo a Secretaria de Segurança Pública, os cinco foram presos em flagrante às 19h30 da terça-feira, na Rua João Moura, na esquina com a Avenida Rebouças, em Pinheiros, após jogarem pedras contra uma viatura da Polícia Militar. De acordo com o boletim de ocorrência, não foi arbitrada a fiança, "pois as somas das penas máximas superam o patamar de quatro anos de preventiva de liberdade e impedem a concessão de liberdade provisória por meio de garantia".

 

Com os cinco foram encontrados frascos de vinagre, leite de magnésia, máscaras e pincel atômico.  Todos os objetos foram apreendidos e encaminhados à perícia. A viatura foi levada ao Instituto de Criminalística.

Averiguados. A SSP informou ainda que 15 pessoas, entre 18 e 30 anos, foram detidas por policiais militares na manifestação de terça-feira, 30, encaminhadas para o 14º DP e liberadas após prestarem depoimento. Todas negaram envolvimento com as depredações.

Um inquérito policial será instaurado para investigar os danos aos patrimônios público e privado e imagens do comércio local serão cedidas à polícia.

 

Protesto. O ato teve início por volta das 18 horas no Largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste da capital, e seguiu para a Avenida Paulista, na região central, na noite dessa terça. No caminho, a Avenida Rebouças teve de ser interditada em ambos os sentidos e apenas parte dos manifestantes chegou a seu destino final.

 

Pela segunda vez em cinco dias, manifestantes ocuparam as vias, destruíram lixeiras, atearam fogo em sacos plásticos, quebraram vidros de lojas e de agências bancárias e enfrentaram a polícia. A PM deslocou mais de 200 homens para conter os manifestantes, que se limitavam a cerca de 150 pessoas.

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