Após polêmica, Amadeu é confirmado no Conpresp

Vereador ocupa cargo desde 2010, mas sua reeleição, em 2013, ocorreu de forma automática, desrespeitando a lei; para corrigir falha, Casa convocou eleição

Adriana Ferraz e Edison Veiga, O Estado de S. Paulo

18 de março de 2015 | 22h07

O vereador Adilson Amadeu (PTB) foi confirmado na tarde desta quarta-feira, 18, como representante da Câmara no Conpresp, o órgão municipal de proteção ao patrimônio. Com 31 votos, o vereador venceu José Police Neto (PSD) e Sandra Tadeu (DEM). Amadeu ocupa o cargo desde novembro de 2010, mas sua reeleição, em 2013, ocorreu de forma automática, desrespeitando a legislação municipal, que exige votação em plenário. Para corrigir a falha administrativa, a Casa convocou eleição. 

A presença do vereador nas reuniões do Conpresp passou a ser investigada pelo Ministério Público Estadual e questionada por parte de seus colegas depois da aprovação, pelo órgão, do projeto que prevê a construção de quatro edifícios no terreno do Parque Augusta, no centro de São Paulo. Realizada em 27 de janeiro, a validade da reunião foi colocada em dúvida por causa da participação do parlamentar. Amadeu votou a favor da obra.

Mesmo reeleito, a presença de Amadeu nas reuniões do Conpresp de 11 de novembro de 2013 até o presente continuará sendo questionada, justamente por seu nome não ter sido aprovado em plenário da casa anteriormente. No período, o órgão reuniu-se 26 vezes - 3 em 2013, 21 em 2014 e 2 neste ano. Por meio de sua assessoria de imprensa, o Conpresp afirma que aguarda ser notificado pela Câmara do problema ocorrido - bem como da eleição, agora oficializada, de Amadeu - para averiguar se providências precisam ser tomadas. O órgão deve encaminhar uma consulta sobre o tema para a Procuradoria Geral do Município.

Procurado, o MP informou que a eleição nada muda na investigação.

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