Após parques, greve de vigias chega a bancos

Após deixar dez parques da capital sem segurança, incluindo o do Ibirapuera, a greve dos trabalhadores da empresa Capital Serviços de Segurança e Vigilância prejudicou ontem o funcionamento de bancos em São Paulo e no ABC paulista. A paralisação fechou uma agência do Santander na Avenida Paulista e outra do Banco do Brasil no Sacomã. Segundo o sindicato do setor, cerca de 800 grevistas protestam contra atrasos nos salários.

O Estado de S.Paulo

12 de maio de 2012 | 03h03

Parte do grupo se reuniu na manhã de ontem na frente da sede da empresa, no Cambuci. Eles viraram dois carros e interromperam o tráfego na Rua Freire da Silva. A empresa tem cerca de 4 mil funcionários, que também prestam serviços para unidades de saúde e universidades.

A reportagem não conseguiu contato ontem com a direção da Capital. Pelo segundo dia consecutivo, a empresa não se pronunciou. Mas, de acordo com o Sindicato dos Empregados em Empresas em Vigilância, Segurança e Similares do Estado de São Paulo (Seevissp), os responsáveis se comprometeram a regularizar os pagamentos na próxima segunda-feira, para que os serviços sejam normalizados.

Já a Secretaria do Verde e do Meio Ambiente informou que efetuou o pagamento dos repasses relacionados ao contrato de segurança do Parque do Ibirapuera. Segundo a pasta, os 184 vigilantes devem voltar ao trabalho hoje. /ADRIANA FERRAZ

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