Daniel Teixeira/AE
Daniel Teixeira/AE

Após paralisação, motoristas de ônibus marcam assembleia para quarta

Sindicato diz que 20% da frota não circulou hoje; SPtrans afirma que usuários não foram afetados

Marcela Gonsalves, Central de Notícias

17 Maio 2011 | 19h32

SÃO PAULO - Os trabalhadores das empresas de ônibus urbano em São Paulo marcaram uma assembleia para as 16h desta quarta-feira, 18, após paralisarem suas atividades por quase um dia. Eles discutirão as propostas apresentadas pelo setor patronal em reunião realizada na noite desta terça-feira, 17.

 

A suspensão das negociações entre os donos das empresas e os trabalhadores culminaram em uma paralisação desde as 12h de hoje. As atividades foram suspensas em cerca de 32 garagens de ônibus em São Paulo, ou seja, os ônibus recolhidos com falhas mecânicas ou após o último horário de pico não voltaram a circular durante o resto do dia.

 

Segundo o Sindicato dos Motoristas, aproximadamente 2 mil ônibus - ou 20% da frota - não voltou a circular no horário de pico da tarde. Eles calculam que cerca de 1,5 milhão de passageiros tenham sido afetados. Já a SPTrans afirmou que 1200 carros não operaram e que nenhum usuário foi afetado, uma vez que todas as linhas estavam funcionando, apenas com intervalos maiores entre um veículo e outro.

 

O Sindicato dos Motoristas reivindica desde março a correção salarial da inflação entre maio de 2010 a abril deste ano, pelo índice do Dieese, o que equivale a um aumento de aproximadamente 7,3%. Além disso, exigem um aumento real de 5%, mais participação dos resultados do período, aproximadamente R$ 1100. Outra reivindicação é o aumento do vale refeição de R$ 11 para R$ 15.

 

Também é pleiteada a equiparação de salários de mecânicos, eletricistas e pintores, com o maior salário, de funileiros. Além disso, o Sindicato quer a criação de nomenclatura especifica para determinadas funções como borracheiro e fibreiro. Esses trabalhadores não têm piso salarial estabelecido.

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