Após nove anos, mulher descobre que filho dado como morto está vivo

Exame de DNA aponta que outra criança foi enterrada no lugar de seu bebê em Franca (SP)

Rene Moreira, Especial para o Estado

10 de outubro de 2013 | 11h40

 FRANCA - Uma mulher de 27 anos, moradora de Franca (SP), descobriu após nove anos que o filho que acreditava estar morto pode estar vivo e vivendo com outra família. A criança, que faz aniversário nesta sexta-feira, 11, foi o pivô de uma confusão registrada na Santa Casa local. Oito dias após nascer, foi apontada como morta e, mesmo com a mãe afirmando não ser aquele o seu filho, acabou sepultada como sendo ele mesmo.

Ana Paula Câncio da Silva lutou na Justiça até conseguir que o corpo fosse exumado para um exame de DNA. Após muita disputa, saiu o resultado apontando que não existe a possibilidade de ela ser mãe da criança. Agora Ana Paula sonha encontrar o filho que foi registrado como Jhonatan Matheus Câncio da Silva.

Ana Paula contou que o bebê nasceu de parto prematuro e que, mesmo assim, estava bem de saúde. Devido ao seu estado ela não fez o reconhecimento do bebê após o anúncio da morte. A avó da criança, que fez o reconhecimento, insistiu junto à filha que o bebê enterrado não era o seu. "Ela me acompanhou durante todo o processo de parto e falava sem parar que a criança que viu no IML era outra", conta a jovem.

O exame que apontou o erro foi feito pela Unesp de Araraquara (SP), mas a Santa Casa de Franca pede uma nova análise sobre a maternidade. O hospital não se manifesta sobre o processo que tramita em segredo de Justiça, informando apenas que "está adotando as providências necessárias para a apuração dos fatos". Já a mãe da criança diz sofrer de depressão e afirma que não desistirá de localizar o filho.

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