OSE BARBOSA/FUTURA PRESS
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Após mortes em baile funk, moradores de Paraisópolis realizam protesto

A manifestação com centenas de moradores da região percorreu ruas da região. As pessoas carregavam cartazes e cruzes. Vítimas foram pisoteadas nesta madrugada

Redação, O Estado de S.Paulo

01 de dezembro de 2019 | 22h45

SÃO PAULO - Moradores de Paraisópolis, na zona sul de São Paulo, realizaram um protesto na noite deste domingo, 1, depois de uma ação truculenta da Polícia Militar na região. A correria causada pela operação policial deixou nove pessoas mortas por pisoteamento na madrugada deste domingo. No ato, os moradores pediram uma investigação célere e justa e cobraram por justiça. 

A manifestação com centenas de moradores da região percorreu ruas da região. As pessoas carregavam cartazes e cruzes. As mensagens expressavam a dor do luto e o desejo por uma comunidade onde a paz seja a rotina. Motociclistas acompanharam o cortejo, que por vezes parou para lembrar os nomes das vítimas. 

Além das nove mortes, a ocorrência terminou com sete pessoas feridas. Policiais militares disseram que perseguiam dois suspeitos em uma motocicleta quando entraram no local onde ocorria a festa, com cerca de cinco mil pessoas, segundo a corporação. Ao chegar à comunidade, os policiais afirmam que teve início o tumulto e os suspeitos se esconderam na multidão. Isso causou pânico e fez com que participantes da festa tropeçassem e se machucassem gravemente. Os agentes de segurança dizem ter sido atacados por garrafas e pedras e pediram reforço da Força Tática para deixar o local.

A Polícia Civil e a Ouvidoria das Polícias do Estado de São Paulo informaram que vão apurar as circunstâncias dessas mortes. O ouvidor das polícias, Benedito Mariano, disse ao Estado que entrou em contato com a Corregedor da PM neste domingo e pediu que a apuração da polícia seja conduzida por esse órgão.

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