Após morte de suspeito, moradores e PM entram em confronto no centro

Manifestantes arremessaram pedras contra policiais, que revidaram com bombas de efeito moral; dois veículos foram incendiados

Felipe Resk, O Estado de S. Paulo

17 de março de 2015 | 08h31

SÃO PAULO - Moradores do Glicério, no centro da capital paulista, entraram em confronto com a Polícia Militar na madrugada desta terça-feira, 17, após um suspeito ser morto a tiros na região.

O conflito começou por volta da meia-noite, na Rua dos Estudantes, quando os moradores atiraram pedras contra os policiais, que responderam com bombas de efeito moral para dispersar o grupo. Ao menos um oficial sofreu ferimentos leves na perna direita. Ninguém foi preso.

Cerca de duas horas após a saída da PM, os moradores bloquearam a Rua dos Estudantes com barricadas montadas com blocos de cimento e sacos de lixo. Dois carros também foram incendiados no local: um na esquina com a Rua Conselheiro Furtado e o segundo na Rua Tomaz de Lima. De acordo com os policiais, o primeiro era roubado.

O motivo da revolta teria sido a morte de um suspeito na noite da segunda-feira, 16, que morava na região. Os policiais faziam um patrulhamento quando abordaram e prenderam dois homens em um carro que havia sido roubado de um estacionamento na Avenida Brigadeiro Luís Antônio, também no centro.

Dos presos, os policiais teriam recebido informações sobre outros quatro veículos que também eram roubados. Durante as buscas na região do Glicério, os agentes suspeitaram de um homem de 20 anos na Rua dos Estudantes.

Segundo a Polícia Militar, o suspeito tentou fugir a pé e entrou na pensão onde morava, na esquina com a Rua Egas Muniz Aragão. Perseguido, ele teria tentado se esconder em um quarto, resistido à voz de prisão e disparado quatro vezes contra os policiais. Na troca de tiros, foi atingido e morreu no local. Com ele, foram apreendidos dois revólveres, um calibre 38 e outro 32.

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