Cristiane Kampf/Assessoria de Imprensa da FCA/Unicamp
Cristiane Kampf/Assessoria de Imprensa da FCA/Unicamp

Após morte de estudante, Unicamp de Limeira reivindica mais segurança

Segundo a Faculdade de Ciências Aplicadas, mais de 700 pessoas se reuniram hoje para definir mobilização por segurança no município

Priscila Mengue, O Estado de S.Paulo

03 Abril 2017 | 15h31
Atualizado 03 Abril 2017 | 19h24

SÃO PAULO - A morte da estudante Sandy Andrade Santos, de 21 anos, gerou mobilização entre alunos e servidores da Faculdade de Ciências Aplicadas da Unicamp (FCA), de Limeira, no interior de São Paulo. Na tarde desta segunda-feira, 3, servidores, estudantes, autoridades e familiares da jovem participaram de uma reunião convocada pela diretoria da instituição, que está de luto até quarta-feira, 5. 

De acordo com o diretor da faculdade, professor Peter Alexander Bleinroth Schulz, mais de 700 pessoas compareceram ao evento, dentre elas o pai da estudante, Paulo Domingos. Para a terça-feira, 4, está confirmada a realização de uma passeata com saída da faculdade e em direção à Prefeitura.

Por volta das 7h de sexta-feira, 31, o corpo de Sandy foi encontrado em uma trilha, a cerca de 2,5 quilômetros da faculdade, com ferimentos no pescoço causados por estrangulamento, de acordo com a Polícia Militar. Natural de Embu Guaçu, a jovem estava no segundo ano do curso de Engenharia de Manufatura. 

“Infelizmente aconteceu o pior crime que poderia ter acontecido com um dos nossos estudantes. Ainda estamos chocados. Nos sentimos impotentes. Inicialmente, buscamos acolher a família e, agora, vamos mobilizar a comunidade para tentar modificar esse quadro de insegurança, reconhecendo que os órgãos públicos têm limitações. Há uma percepção de que o Estado está cada vez menos presente, garantidor da nossa segurança pública. A morte trágica da Sandy não pode ser em vão”, disse o diretor.

Segundo Schulz, a jovem residia próximo à faculdade. “Não sabemos exatamente o que ocorreu entre o momento em que ela foi vista saindo de um academia e o momento que seu corpo foi encontrado. Estamos atentos e esperamos que a investigação seja concluída com a descoberta do assassino”, afirma.

Procurada pela reportagem, a Secretaria da Segurança Pública do Estado de São Paulo não se manifestou sobre o assunto.

Na página da faculdade no Facebook, dezenas de pessoas postaram reclamações sobre problemas de segurança no entorno do campus. “O sentimento de insegurança é diário”, escreveu a mãe de um aluno, enquanto uma estudante fez um relato: “Desde que entrei na FCA, em 2010, reclamamos por segurança. Mais da metade da minha turma teve problemas de insegurança."

Ainda na sexta-feira, 31, a Unicamp confirmou a morte da estudante e replicou uma nota assinada pela diretoria da FCA, de Limeira. "A Diretoria da Faculdade de Ciências Aplicadas recebeu com absoluta consternação, na tarde de hoje, a informação da morte da aluna Sandy Andrade Santos, via policiais da Delegacia de Investigações Gerais de Limeira. Estamos prestando todas as informações solicitadas pela polícia e nosso Serviço de Apoio ao Estudante da Unicamp prestará todo apoio aos familiares. Mais uma vez, expressamos absoluta consternação com o trágico acontecimento", divulgou.

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